Em guerra declarada a Rui na Assembleia, Olívia avisa que não retira candidatura por Denice

Foto: Política Livre/Arquivo
Em um pequeno comunicado intitulado “No segundo turno a gente se encontra”, dirigido à Bancada do Feijão, grupo formado por lideranças e políticos de vários partidos que defendem uma candidatura negra à Prefeitura de Salvador, a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) disse ter muito respeito pela major Denice Santiago, da Polícia Militar da Bahia, mas ressalvou que sua trajetória política pessoal não permite que ela retire sua candidatura para apoiá-la.

“Tenho muito respeito pela major Denice, pela luta dela de combate à violência contra a mulher, mas eu sou deputada estadual eleita com 35 mil votos em Salvador, com experiência em gestão e no Legislativo e não faz sentido eu tirar a candidatura”, disse Olívia, observando ainda “que tem relação de respeito com o PT, entendo que o partido está buscando um nome para ele, mas nós temos o nosso nome no PCdoB e vamos continuar construindo o nosso projeto, que é maduro”.

“(Minha candidatura) Não é uma aventura. Inclusive, nacionalmente, o partido nos apoia. Não há nenhuma razão para mudar a rota. Nós vamos seguir em frente dialogando com as diversas forças políticas do campo democrático, do campo de centro-esquerda, mas nós estaremos na disputa eleitoral. A disputa é em dois turnos. No segundo turno a gente se encontra”…”, afirma a parlamentar, primeira a ter se declarado pré-candidata no grupo do governador Rui Costa (PT).

Considerada na Bancada do Feijão uma declaração de força. a manifestação de Olívia pode significar que ela resistirá ao movimento do governador, padrinho de major Denice, de transformá-la na candidata prioritária de seu grupo à Prefeitura. Ele já trabalha para reverter as demais pré-candidaturas petistas em favor da da policial, mas teria dificuldade de puxar Olívia, que deixou claro no comunicado que é possível um entendimento apenas para o segundo turno.

Há quem veja a confirmação da tese no comportamento que a parlamentar adotou na Assembleia Legislativa, onde dois projetos importantíssimos para o governo não tiveram seu apoio. Ela votou contra a venda do espaço onde funcionava o Colégio Odorico Tavares, uma escola modelo fundada por ACM que foi sucateada nos últimos 10 anos de gestão petista, e ontem à noite, se ausentou da tensa votação, em dois turnos, do projeto que reformula a Previdência dos servidores estaduais.
Por: Política Livre

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