Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero

Daniel Vorcaro
O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso nesta quinta-feira (14) durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. A informação foi divulgada pela jornalista Míriam Leitão, em reportagem publicada no jornal O Globo.

Segundo a publicação, Henrique Vorcaro presidia a empresa Multipar, apontada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como responsável por movimentar mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 em contas ligadas ao antigo controlador do Banco Master. De acordo com o Coaf, as operações financeiras indicariam possível tentativa de ocultação patrimonial.

A reportagem informa ainda que, desde o início das investigações, já havia suspeitas sobre o envolvimento do pai do ex-banqueiro nas fraudes investigadas pela operação. O caso segue em apuração pelas autoridades, e mais detalhes devem ser divulgados nos próximos desdobramentos da investigação.

Por Redação

Governistas comemoram áudio de Flávio Bolsonaro a Vorcaro, mas têm dúvida sobre efeito em eleitor

Aliados do presidente Lula (PT) comemoraram a divulgação de áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Reservadamente, porém, expressam dúvidas sobre a capacidade do caso de influenciar o eleitorado bolsonarista.

Pré-candidato a presidente e principal adversário de Lula na eleição deste ano, Flávio enviou um áudio pedindo a Vorcaro dinheiro para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL). O senador nega qualquer irregularidade.

Vorcaro, pivô do escândalo de fraude financeira, teria pago R$ 61 milhões para financiar a produção, e o senador, filho de Jair Bolsonaro, cobrou mais repasses. O áudio foi revelado pelo site The Intercept Brasil nesta quarta-feira (13).

"Acho que foi batom na cueca para ele. Fica posando de mais honesto que todo mundo, dizendo que nasceu na Bahia [o caso Master], e acaba tomando pau", disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

A menção de Wagner a acusações sobre a Bahia é por conta de um antigo sócio do Master, Augusto Lima, que tinha negócios questionados no estado. O banco ainda declarou pagamentos a uma empresa financeira da nora do senador, Bonnie Bonilha –a empresa afirma que prestou serviços ao Master, sem irregularidades. A Bahia é governada pelo PT desde 2007.

"Não precisa criar adjetivo, exagerar, nada [na campanha]. Só a verdade sobre Flávio Bolsonaro. Inclusive no caso do Banco Master. A história real de Flávio é a corda que vai enforcar a candidatura dele", declarou o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. A avaliação de governistas é que a revelação do áudio cobrando Vorcaro tem potencial para desgastar o senador, mas há dúvidas sobre qual será o tamanho desse desgaste.

Integrantes do governo e do PT ressalvaram à Folha que o eleitorado bolsonarista é fidelizado. Por isso, a ligação entre Flávio e o dono do Master poderia ter um efeito limitado em suas intenções de voto.

Por outro lado, esses aliados também dizem acreditar que os desgastes da imagem de Flávio devem falar por si e contar contra ele na disputa eleitoral. Para a campanha de Lula, a ideia é explorar o fato sem excessos, de modo que uma possível investigação contra o senador não seja vista como interferência política por parte do presidente.

Aliados avaliam ainda que a citação do pré-candidato no escândalo poderia afastar dele eleitores que não são exatamente bolsonaristas, mas que rejeitam Lula. Parte desses votos, por essa análise, teria potencial para migrar para outro candidato de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) ou Renan Santos (Missão).

Tanto Zema quanto Renan Santos se manifestaram logo depois da divulgação do áudio. Governistas entenderam os movimentos como uma tentativa de absorver esses votos, e acreditam que Caiado poderá tomar posição semelhante.

Flávio Bolsonaro publicou uma nota após a divulgação do áudio em que confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas nega qualquer irregularidade. O texto também faz acenos à sua base política mais tradicional ao criticar, por exemplo, a Lei Rouanet. O mecanismo de financiamento de produções culturais é acusado pelo bolsonarismo de ser uma ferramenta para sustentar artistas de esquerda.

"O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", afirmou o senador em nota.

No fim da tarde desta quarta, a liderança do PT na Câmara protocolou uma notícia de fato criminal que pede instauração de inquérito e prisão preventiva de Flávio. No documento direcionado à PGR (Procuradoria-Geral da República), os parlamentares também pedem a expedição de mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados.

A divulgação do áudio em que Flávio cobra Vorcaro entra em uma série de outras notícias favoráveis para Lula desde a semana passada.

Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Os investigadores afirmam que Daniel Vorcaro pagava uma mesada de até R$ 500 mil para Ciro. O senador foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.

No mesmo dia, Lula foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O americano, principal líder da direita mundial, elogiou o petista. A visita foi considerada um sucesso pelo entorno do presidente, que avalia ter conseguido isolar Flávio Bolsonaro. O bolsonarismo busca associar sua imagem à de Trump para se promover também na política interna.

Por Caio Spechoto, Mariana Brasil e Augusto Tenório/Folhapress

Congresso aprova marco legal do transporte público coletivo e amplia fontes de financiamento

Lei diz como o transporte público urbano deverá ser organizado, planejado, regulado e financiado no país

Plenário da Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) a criação do marco legal do transporte público coletivo urbano. A proposta aumenta os mecanismos de financiamento e separa a tarifa cobrada do passageiro da remuneração do operador, para que o usuário não arque com custos extras ou com a gratuidade de outros. O texto já foi aprovado pelo Senado Federal e segue à sanção presidencial.

Como marco legal, o texto conceitualiza termos importantes para a área e estabelece definições gerais sobre como o transporte público urbano deverá ser organizado, planejado, regulado e financiado no país. Também diz o que deverá ser priorizado pelas autoridades para o oferecimento do serviço.

A proposta define o transporte como um direito social e um serviço essencial. O marco se aplica ao transporte público coletivo urbano entre municípios, estados e países e define como um de seus objetivos "contribuir para a redução dos tempos e custos de deslocamento da população".

O transporte é considerado responsabilidade compartilhada entre os entes da federação, que deverão "organizar os serviços em rede única, intermodal, acessível, abrangente e integrada, de forma que as particularidades e necessidades em cada município sejam consideradas".

O texto define que 60% dos recursos arrecadados pelo CIDE (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) deverão ser aplicados nas áreas urbanas para financiar, por exemplo, subsídios a tarifas e programas de infraestrutura de transportes.

De acordo com a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas), se essa porcentagem for relativa ao valor que a União recebe do Cide, que hoje é de 71%, os municípios receberiam cerca de R$ 1,5 bilhão, considerados os valores de 2024. Apesar disso, a lei não prevê como será a divisão e a operacionalização dos novos valores, aponta a frente.

O projeto também amplia fontes de financiamento e consolida a utilização de outros instrumentos para custear a infraestrutura de transporte público.

Uma das receitas extra tarifárias indicadas pelo projeto para financiar a manutenção ou melhoria do transporte pública é a publicitária, que inclui também a compra dos direitos de nome em veículos, terminais, estações e pontos de parada, entre outros.

Isso já acontece, por exemplo, no metrô da cidade de São Paulo. Em 2021, a rede de supermercados Assaí Atacadista batizou uma parada da linha 3-vermelha, passando a chamá-la de Carrão-Assaí Atacadista. Depois disso, outras estações ganharam nomes de empresas, como Saúde-Ultrafarma, Penha-Lojas Besni e Vergueiro-Sebrae.

Também poderão ser utilizadas receitas imobiliárias, de exploração de serviços comerciais nas estações, de cobrança de estacionamento em áreas públicas e da taxação de estacionamentos privados, entre outras.

O texto define que as tarifas deverão ter preços baixos e separa o valor cobrado do passageiro da remuneração do operador, para que o usuário não arque com custos extras ou com a gratuidade de outros. Isso significa que o preço a ser pago não estará vinculado ao valor devido ao fornecedor do serviço.

A criação de taxas para financiar o transporte público, prevista no projeto aprovado no Senado, foi o principal ponto de controvérsia ao longo da discussão sobre o projeto na Câmara.

Após pressão liderada pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) nas redes sociais, o relator do texto, José Priante (MDB-PA), retirou um artigo que criava taxas como cobrança por congestionamento, emissões de poluentes e disponibilidade de transporte público próximo a empresas.

Sobre o planejamento, o texto estabelece que o responsável por oferecer o transporte deve ser escolhido por meio de licitação e elaborar um plano amplo que atenda aos objetivos de mobilidade urbana e de desenvolvimento urbano sustentável. O planejamento deverá mirar a universalização do transporte.

O projeto também prevê a inclusão mecanismos de participação social, como a criação de órgãos colegiados de controle social, e a divulgação de estudos para reforçar a transparência.

Também diz que o transporte público deverá ter prioridade de circulação na via pública em relação aos modos individuais motorizados e oferecer canais de denúncia para casos de discriminação racial, importunação e assédio, além de estabelecer meta de redução de emissões de poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa.

Em relatório, o deputado Priante afirmou que o texto "fortalece o papel do poder público como planejador, gestor e regulador do sistema".

"O projeto confere maior coerência institucional à prestação dos serviços, especialmente em áreas metropolitanas e aglomerações urbanas, onde os fluxos de deslocamento ultrapassam os limites administrativos dos municípios", defendeu no relatório.

O projeto é de autoria do então senador mineiro Antonio Anastasia, que hoje é ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). O texto foi aprovado no Senado em dezembro de 2024.

O projeto tramitava em urgência e foi pautado pela Câmara após pedido da FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos). Motta se reuniu com representantes da frente no início de fevereiro e reforçou em pronunciamento em março que o projeto atende às demandas dos prefeitos.

"É uma pauta prioritária que trata de temas que dialogam diretamente com a sociedade brasileira e vai atendendo reivindicações e demandas da nossa população", justificou o presidente na ocasião.

Apesar disso, a votação do projeto foi postergada, enquanto o relator se reunia com interessados para debater, em especial, a alteração na criação de taxas. Por fim, ele decidiu não fazer mudanças e votar o relatório já apresentado.

De acordo com prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que liderou a condução do tema pela FNP, a integração prevista no marco e a consolidação de noções como a de região metropolitana e de tarifa única vão auxiliar na resolução de conflitos que impediam a sincronização dos meios de transporte.

"Hoje cada um (ente federativo) decide de um jeito, então você não tem condição de sincronizar vários tipos de transporte, inclusive o trem e o metrô com o ônibus", explicou à reportagem.

Ele diz que o texto foi debatido ao longo de anos e ouviu representantes de todos os modais de transporte. "Os municípios ganham e principalmente o passageiro ganha com essa disciplinação toda que traz o projeto", afirmou.
Por Laura Scofield/Folhapress

Cármen Lúcia renuncia ao TSE um dia após posse de Kassio; Toffoli assume vaga na corte

Ministra havia antecipado saída da presidência para dar mais tempo para sucessor organizar pleito
A ministra Cármen Lúcia renunciou nesta quarta-feira (13) a uma vaga do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

A ministra Cármen Lúcia renunciou nesta quarta-feira (13) a uma vaga do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), um dia após ser substituída na presidência da corte por Kassio Nunes Marques.

No lugar dela, Dias Toffoli foi eleito para ocupar a vaga de ministro efetivo. Já Flávio Dino assume o posto como substituto. O pleito simbólico considera o critério de antiguidade.

O anúncio da renúncia de Cármen foi feito pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, no plenário da corte. A eleição foi realizada de forma virtual. O resultado foi informado ao fim da sessão.

Cármen Lúcia poderia ter permanecido na presidência do TSE até 3 de junho e na corte até agosto. No início de abril, ela já havia antecipado a saída do comando do tribunal para que seu sucessor tivesse mais tempo de organizar as eleições de outubro.

"Na esteira de nossa consolidada jurisprudência administrativa, o término do mandato de presidente do Tribunal Superior Eleitoral vem sendo acompanhado da renúncia do período remanescente do mandato conferido por esse Supremo a um dos integrantes da Casa", escreveu Cármen no recado lido por Fachin.

"Sua Excelência, a ministra Cármen Lúcia, agradece aos senhores ministros a confiança que lhe foi concedida e que levou a conferir-lhe a inestimável honra de atuar como integrante do tribunal eleitoral pela segunda vez", completou.
Por Isadora Albernaz/Folhapress

Bombeiros alertam para cuidados em viagens noturnas após acidente fatal na BR-116

Na madrugada desta quarta-feira (13), por volta das 3h30, uma guarnição do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), em Feira de Santana, retirou o corpo de uma vítima que ficou presa às ferragens após um acidente veicular na BR-116, Km 440. A ocorrência aconteceu, no Distrito de Governador João Durval Carneiro, sentido Santo Estevão. De acordo com as primeiras informações, o veículo teria colidido no início de uma ponte e, em seguida, caído da própria estrutura.

Após o resgate, o corpo foi deixado sob os cuidados do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para identificação e demais procedimentos legais. Outra vítima ficou ferida e foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade de saúde da região. A causa do acidente ainda é desconhecida.

A ocorrência reforça a importância da atenção redobrada nas rodovias, especialmente durante viagens no período noturno, quando a visibilidade reduzida, o cansaço e a diminuição da percepção de riscos podem aumentar as chances de acidentes. O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) orienta os condutores a realizarem revisões preventivas nos veículos antes de viajar, verificando itens como freios, pneus, iluminação e sistema de direção. Também é fundamental respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens perigosas e nunca dirigir sob efeito de álcool ou com sinais de fadiga.

Outro cuidado essencial é fazer pausas para descanso em trajetos longos. O sono ao volante é um dos fatores que contribuem para acidentes em rodovias durante a madrugada. Em situações de chuva ou baixa visibilidade, a recomendação é reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança entre os veículos. O CBMBA reforça ainda que, em casos de emergência, a população deve acionar imediatamente os serviços de socorro para garantir um atendimento rápido e seguro às vítimas.
Fonte: Ascom CBMBA

PF prende suspeito por tráfico internacional no Aeroporto de Guarulhos

Guarulhos/SP. A Polícia Federal realizou, nos dias 12 e 13/5, ações de fiscalização migratória no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos que resultaram na prisão de três indivíduos.

No dia 12/5, durante fiscalização de rotina, policiais federais identificaram um cidadão nigeriano que tentava embarcar para Etiópia. Após procedimentos de verificação, foi constatado que o suspeito havia ingerido cápsulas contendo cocaína.

O preso foi encaminhado ao hospital, onde permanece sob acompanhamento médico durante o processo de eliminação das cápsulas e sob escolta da Polícia Penal de São Paulo. Após conclusão do procedimento, ele será apresentado à Justiça Federal e responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Na mesma data, também foram realizadas prisões por lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Um dos indivíduos foi preso ao tentar embarcar para Cuiabá/MT. O outro foi detido quando pretendia embarcar para Cascavel/PR.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

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