Políticos ligados a fraudes no INSS não conseguem se reeleger

Ao menos quatro políticos com envolvimento direto nas fraudes do INSS não foram eleitos neste domingo (4). O senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi alvo da operação da PF (Polícia Federal) que apura os descontos irregulares, não conseguiu ser reeleito.

A suspeita é que ele seria o beneficiário oculto de operações financeiras do esquema, indicando beneficiários e cobrando repasses.

Outro envolvido no esquema, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) também não conseguiu renovar o mandato. Ele é o presidente do partido no estado e foi indiciado pela PF por suspeita de ser o principal fiador político da organização criminosa.

Euclydes conseguiu pouco mais de 90 mil votos e garantiu apenas a vaga de suplente.

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) também não garantiu a reeleição ao ganhar pouco mais de três mil votos. A parlamentar chegou a ser alvo de buscas na operação Sem Desconto e usou tornozeleira eletrônica.

Outro político que passou a ser monitorado com o equipamento após ser alvo de outra fase da mesma operação é o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PL), que também não foi reeleito.

O deputado teve os sigilos quebrados pela CPMI do INSS, que revelaram movimentações financeiras atípicas nas contas do parlamentar.

Por Gabriela Echenique, Folhapress

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