Malafaia sobrevive a avalanche eleitoral que vitimou lideranças religiosas e 'elege' 27
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| Foto: Marcos Correa/PR/Arquivo |
O pastor Silas Malafaia, um dos maiores aliados da família Bolsonaro no meio evangélico, sobreviveu à avalanche de falta de votos que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares deste ano.
De acordo com contabilidade feita por seus aliados, ele apoiou 36 candidatos ao Senado. Destes, 20 foram eleitos. O religioso apoiou também candidatos à Câmara dos Deputados e a assembleias legislativas.
Foram reeleitos os deputados federais pastor Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO).
Três deputados estaduais que triunfaram nas urnas também receberam o apoio de Malafaia: Lisboa, eleito pelo PL, Sargento Neto, que concorreu pelo mesmo partido na Paraíba, e Alexandre Isquierdo Malafaia —que não é parente do pastor, mas adotou o sobrenome dele nas urnas por razões eleitorais. Ele será o substituto de Samuel Malafaia, que cumpriu cinco mandatos e não concorreu neste ano.
As eleições de 2026 produziram resultados distintos para líderes religiosos e políticos ligados a grandes igrejas do país.
Com 31 integrantes, a Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por exemplo, perdeu dez parlamentares que não conseguiram se reeleger.
Candidatos à Câmara dos Deputados também fracassaram nas urnas.
Em São Paulo, foram derrotados Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira.
Como mostrou o site UOL, a derrota de candidatos da igreja reacendeu rixa entre Assembleias de Deus.
Um dia após o primeiro turno das eleições, o pastor José Wellington Júnior, líder da Assembleia de Deus Ministério do Belém, comemorou a vitória dos candidatos indicados por sua denominação e aproveitou o discurso para mandar indiretas aos adversários.
"Andaram dizendo por aí que iam ensinar o [Ministério do] Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não", afirmou o pastor.
A declaração teria sido direcionada para um outro ramo da Assembleia de Deus —o Ministério Madureira, que é liderado em São Paulo pelo bispo Samuel Ferreira.
Enquanto o Ministério do Belém garantiu a reeleição do deputado federal Paulo Freire (PL) e da deputada estadual Marta Costa (PSD), o grupo de Madureira não conseguiu reeleger Cezinha e Oseias, nem emplacar os estreantes Elias e Rogério (todos do PL).
As duas igrejas são as principais representantes da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do país. Apesar da origem comum, os dois ministérios travam há anos uma disputa pela liderança da vertente religiosa —embate que se reflete na busca por espaço e representatividade no xadrez político.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
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