Gilmar propõe proibir policiais e militares em gabinetes de ministros do STF -Por Redação

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), formalizou neste sábado (5) uma proposta para impedir que policiais e militares atuem como servidores cedidos nos gabinetes da Corte. A medida, apresentada anteriormente ao presidente do STF, Edson Fachin, amplia a ideia inicial de barrar a presença de delegados da Polícia Federal e inclui integrantes das Forças Armadas, PF, PRF, polícias civis e militares estaduais, bombeiros e polícias penais. A informação é do G1.

A proposta surge em meio ao aumento das tensões internas no Supremo, especialmente envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Atualmente, quatro delegados da PF trabalham nos gabinetes dos dois magistrados, que relatam investigações de grande repercussão, como os casos Master, das fraudes no INSS e envolvendo Lulinha. Segundo interlocutores, Gilmar avalia que os gabinetes do STF estariam assumindo funções próprias de delegacias, com o tribunal passando a interferir diretamente na condução de investigações.

A permanência dos delegados também esteve no centro do conflito entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O ministro teria interpretado uma possível retirada dos policiais como tentativa de interferência nas investigações sob sua relatoria. A discussão ocorre paralelamente à crise envolvendo o caso Master, após Mendonça retirar o sigilo de relatório da PF sobre mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes e a PGR questionar a validade do procedimento adotado pelo ministro.

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