Referência constante: saiba quem o senador Jaques Wagner costuma citar sempre/ Por Política Livre

Na mira da imprensa desde que suas relações e de seu enteado com o Banco Master vieram à tona, o senador Jaques Wagner (PT) acaba de revelar, de público, uma de suas mais constantes referências: o filme "O Poderoso Chefão" (Godfather), do diretor norte-americano Francis Ford Coppola.

A declaração foi dada em entrevista à rádio Baiana FM, quando Wagner comentava o episódio em que o governo, do qual era então líder no Senado, viu cair a indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), numa de suas maiores derrotas políticas.

"Ganhou, ganhou, perdeu, perdeu. Porque eu cito sempre o filme O Poderoso Chefão, que é um filme clássico. E o Poderoso Chefão, que era o Marlon Brando, eu esqueço o nome do filho dele. O nome dele era Dom Corleone. É que era o Marlon Brando. Ele está numa estrada e é metralhado o carro dele. Ele vai para o hospital. Aí o filho, que depois ele vai e ele diz, no meu enterro, o primeiro que vier lhe dar as condolências é esse aí o culpado", contou Wagner.

Considerado um dos mais bem realizados da história, o filme aborda a vida da poderosa família mafiosa Corleone, que domina parte do crime organizado em Nova York no período seguinte à Segunda Guerra Mundial.

Don Corleone, o patriarca, é respeitado por sua inteligência, diplomacia e a forma como exerce o poder. Ao se negar a entrar no negócio lucrativo das drogas, desencadeia uma guerra entre as famílias mafiosas.

Wagner deixou a liderança do governo Lula no final de junho pressionado pelo forte noticiário a respeito de seu envolvimento com o ex-banqueiro baiano Guga Lima, sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Alvo da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira, Wagner foi apontado pela Polícia Federal como "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais".

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