Dino manda PF investigar emendas Pix de vice de Flávio, Motta e ex-líder do PT após auditoria do TCU
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal investigue indícios de crimes na execução de R$ 55,4 milhões em emendas Pix.
A decisão atinge o candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ex-líder do PT no Senado Rogério Carvalho (SE).
A determinação tem como base um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), obtido pela Folha, que fiscalizou cem transferências especiais feitas por parlamentares entre 2020 e 2024. Ele cita possíveis irregularidades nas emendas enviadas por esses parlamentares às suas bases eleitorais.
O material do TCU será compartilhado diretamente com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A lista inclui outros seis deputados federais e dois senadores, além de quatro ex-parlamentares.
Os deputados são Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Maurício do Vôlei (PL-MG), Eduardo Velloso (União Brasil-AC), André Janones (Avante-MG), Acácio Favacho (MDB-AP) e Luiz Carlos Motta (PL-SP), além de Gaspar e do presidente da Câmara.
Além de Carvalho, os senadores são Dr. Hiran (PP-RR) e Omar Aziz (PSD-AM). O ex-senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), pai do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, também é citado no relatório. Atualmente, ele é conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima.
Em relação a Gaspar, vice de Flávio, o TCU identificou o envio de R$ 6,2 milhões à Prefeitura de São José da Laje (AL) que não puderam ser rastreados. O deputado diz que a verba foi encaminhada "de forma regular, em conformidade com a legislação vigente".
Em nota, Gaspar afirma que a PGR (Procuradoria-Geral da República) já arquivou um pedido de investigação a esse respeito e associou a retomada do tema ao lançamento da sua candidatura à Vice-Presidência.
Carvalho se limitou a dizer que não executa emendas parlamentares. O TCU aponta dificuldades de rastreamento em emendas enviadas por ele ao município de Neópolis (SE).
Os demais citados foram procurados pela Folha, mas ainda não se manifestaram.
Dino ordenou que a PF "verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos, priorizando a análise das hipóteses de danos ao erário".
O ministro já sinalizou que parlamentares podem ser punidos caso obras e serviços que seriam custeados por suas emendas não sejam devidamente executados pelos gestores públicos.
As emendas Pix identificadas como problemáticas pelo TCU foram destinadas à compra de materiais e suprimentos médicos, a contratações e locações, a eventos culturais e obras públicas.
O diagnóstico da corte de contas aponta indícios de fraude à licitação, obras não realizadas, superfaturamento e pagamento de despesas sem nota fiscal ou estranhas à finalidade da emenda.
Como revelou a Folha, das cem emendas Pix auditadas, o TCU encontrou problemas em 82% delas, direcionadas a 61 dos 74 entes (estados e municípios) fiscalizados pela corte de contas.
O relatório apontou, ainda, fragilidades nos mecanismos de transparência e rastreabilidade do Transferegov.br, plataforma pública destinada ao acompanhamento da execução dos recursos.
Dino determinou que o governo federal explique, em dez dias, as providências já adotadas ou ainda em curso para "superação definitiva das deficiências identificadas" na plataforma.
"Os dados demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das emendas individuais aos parâmetros constitucionais", disse.
Ele lembrou que o STF ordenou o uso de contas específicas e exclusivas para cada emenda parlamentar, proibindo as chamadas "contas de passagem".
Dino também determinou que o Congresso e o Planalto esclareçam as chamadas "emendas de liderança", atribuídas a lideranças partidárias sem identificar o parlamentar responsável.
O ministro cita um levantamento de organizações como o Transparência Brasil, que apontaram 1.341 indicações de "emendas de liderança" em 2025, totalizando R$ 1,26 bilhão.
A decisão também pede que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) justifique a alegação do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) de que suas emendas tenham sido destinadas a projetos fora do estado pelo qual foi eleito.
O caso envolve R$ 1,7 milhão em emendas enviadas ao PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). O parlamentar bolsonarista diz que os recursos foram parar no Paraná, base eleitoral da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, namorada de Lindbergh.
O petista nega e diz que a verba foi direcionada a programas de distribuição de alimentos no próprio Rio de Janeiro, mas que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é a responsável pela contratação dos fornecedores, entre os quais estão cooperativas que ficam em outros Estados.
Por Luísa Martins e Guilherme Pimenta, Folhapress
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Total de visualizações de página
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
Mega Feirão!! ja começou no Lojão do Construtor
Mercadinho Deus Te Ama
Saúde
Supermercado DI Mainha
CLIO Imagens Odontológicas
Ótica São Lucas
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário