Denúncias de possível tráfico de influência e cobrança de propina entram no radar das autoridades Por Redação

No âmbito federal, a Polícia Federal investiga a atuação da lobista Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em uma tentativa de viabilizar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Segundo O Globo, uma minuta previa o fornecimento de 1,2 milhão de frascos, em um negócio que poderia chegar a R$ 626 milhões. 

O documento foi enviado ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que confirmou ter recebido o arquivo, mas negou ter encaminhado ou negociado a proposta. 

O Ministério da Saúde afirma que nunca houve contratação ou discussão para compra desses produtos. A reportagem é do jornal O Globo.

As investigações também levantaram a relação de Roberta com o advogado Otto Medeiros, que teria sido indicado por ela para atuar no negócio. Em mensagens obtidas pela PF, a lobista afirmou que Otto seria “sócio” do ministro Kassio Nunes Marques. 

O ministro negou categoricamente ter sido sócio do advogado, embora tenha confirmado a amizade entre ambos e informado que se declara impedido em processos do STF nos quais Otto atua. As mensagens, portanto, levantam questionamentos sobre possíveis relações de influência, mas não comprovam a existência de sociedade entre o ministro e o advogado.

Em Feira de Santana, o vereador Galeguinho denunciou na Câmara um suposto esquema de cobrança de propina na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) para agilizar fiscalizações e a emissão de “Habite-se”. O parlamentar afirmou que, como construtor, já teria pago valores a servidores e citou cobranças que variariam entre R$ 200 e R$ 500.

 A Sedur negou conhecimento do esquema, afirmou ter sido surpreendida pelas declarações e acionou a Procuradoria-Geral do Município, que notificou o vereador para apresentar os nomes dos envolvidos. Assim como no caso federal, as acusações precisam ser diferenciadas de fatos comprovados e dependem de investigação e eventual apresentação de provas.

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