Suspeita de intoxicação alimentar no Hospital Roberto Santos leva a cobranças por investigação; Sesab afirma que exames não apontaram contaminação

Os recorrentes episódios de suspeita de intoxicação alimentar envolvendo refeições servidas no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, voltaram a gerar preocupação entre servidores da unidade. O caso mais recente, em que profissionais relataram mal-estar após consumirem alimentos fornecidos pelo serviço de nutrição do hospital, reacendeu questionamentos sobre a qualidade da alimentação oferecida e motivou cobranças por uma apuração técnica dos fatos.

O serviço de alimentação do Hospital Geral Roberto Santos é prestado pela empresa LGBS – Líder Brasileira em Grupos e Serviço, contratada por meio de licitação pública. Segundo informações chegadas a este Política Livre, o contrato para a prestação do serviço gira em torno de R$ 4 milhões por mês, valor custeado com recursos públicos. Fontes ouvidas por este site apontaram que médicos, enfermeiros e outros funcionários relataram diarréia, dor de cabeça e mal-estar após ingerir alimentação na unidade.

Diante da repercussão dos episódios, surgiram cobranças para que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realize uma investigação detalhada, com o objetivo de esclarecer as causas dos casos de mal-estar, verificar o cumprimento das exigências sanitárias e contratuais e, caso sejam identificadas irregularidades, adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.

A avaliação é de que, diante do volume de recursos investidos no contrato, a segurança alimentar, a qualidade das refeições e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias são requisitos indispensáveis para garantir a assistência adequada a servidores, pacientes e acompanhantes.

Sesab diz que alimentos analisados não apresentaram contaminação

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou que a empresa responsável pelo fornecimento da alimentação foi contratada por meio de processo licitatório, em conformidade com a legislação vigente e observando todos os critérios técnicos e legais.

Segundo a pasta, após relatos de que alguns profissionais teriam apresentado mal-estar relacionado ao consumo das refeições, o fiscal responsável pelo contrato notificou a empresa sobre o ocorrido.

A Sesab informou ainda que a empresa encaminhou amostras dos alimentos para análise laboratorial e que os testes realizados não identificaram inconformidades ou contaminação nos alimentos analisados.

De acordo com a secretaria, a direção do Hospital Geral Roberto Santos mantém um fiscal responsável por acompanhar o cumprimento dos protocolos exigidos na prestação do serviço de alimentação dentro da unidade hospitalar.

Por fim, a Sesab afirmou que permanece acompanhando a execução do contrato e reiterou seu compromisso com a segurança alimentar e a qualidade da assistência prestada tanto aos pacientes quanto aos profissionais de saúde, destacando que continuará monitorando permanentemente os serviços oferecidos pela empresa contratada.

Por Política Livre

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