Fragmentação de candidaturas da direita ameaça estratégia do bolsonarismo para o Senado

A multiplicação de candidaturas ao Senado no campo da direita preocupa o PL às vésperas das convenções partidárias. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Roraima, a manutenção de vários pré-candidatos pode pulverizar os votos conservadores e dificultar o plano do bolsonarismo de conquistar maioria na Casa para impulsionar pautas de interesse do grupo. A esquerda também enfrenta dificuldades para fechar palanques em alguns estados, especialmente em Minas Gerais e Goiás. A reportagem é do jornal O Globo.

Entre os principais focos de impasse estão São Paulo, onde Ricardo Salles disputa o mesmo eleitorado dos candidatos do PL; o Rio de Janeiro, afetado por investigações envolvendo nomes cotados para a chapa; e Santa Catarina, Paraná e Roraima, onde pré-candidaturas concorrentes dificultam a formação de alianças. No Distrito Federal, a indefinição sobre uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado também influencia a composição do palanque do PL.

Especialistas avaliam que a fragmentação reflete a dificuldade do bolsonarismo em consolidar alianças estaduais, cenário agravado pelas recentes crises envolvendo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, a expectativa é de que a disputa pelo controle do Senado permaneça central na eleição de 2026, tanto para a direita quanto para a esquerda, que veem a composição da Casa como estratégica para a governabilidade e para o avanço de suas agendas.

Por Redação/Folhapress

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