Arrastado para o caso Master, Wagner resiste deixar liderança do governo: “Continuo até que o presidente peça para eu me retirar”

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo
O senador Jaques Wagner (PT)
Abatido em cheio pela mais recente operação da Polícia Federal sobre o Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) diz que não aventa a possibilidade de deixar, por livre e espontânea vontade, a liderança do governo Lula no Senado. Endereços do petista foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira (18).

“Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele, o cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter”, afirmou, em entrevista à TV Band News.

“Até porque isso por enquanto é uma mera investigação como foi a investigação de 2018 sobre a Fonte Nova, até agora eu não sou réu, não sou culpado, não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou no celular ou em alguma delação de alguém que eu desconheço quem foi e vieram conferir comigo. Eu estou absolutamente tranquilo em relação a tudo que eu tenho a dizer”, argumentou.

Durante a entrevista, a primeira desde que foi visitado no início da manhã por agentes da PF, Wagner deu detalhes da conversa por telefone com o presidente Lula.

“O presidente Lula ligou para se solidarizar comigo, dizer que mantém absoluta confiança nele e a gente se conhece há 48 anos e, portanto, ele sabe qual é o meu jeito de agir. Aliás, a Bahia sabe, porque a Bahia é terra de muro baixo. Se eu tivesse qualquer tipo de esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia. Vou repetir, eu não tenho CNPJ, eu só tenho meu CPF”.

“Então, ele só ligou para dizer ‘fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança’. Então, do meu ponto de vista, até agora o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido”, completou.

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