Após barrar juiz somali, Trump diz trabalhar para garantir que 'pessoas certas entrem nos EUA'

Às vésperas da Copa, governo do republicano tem restringido acesso de profissionais envolvidos com a competição
Foto: Reprodução/Instagram
Na véspera da abertura da Copa do Mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país está "trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem" nos EUA.

A declaração foi dada no Salão Oval, após ser questionado sobre os impactos da política migratória americana no torneio.

Na ocasião, Trump assinava um projeto de lei que destina US$ 64 bilhões ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e à Patrulha de Fronteira, reforçando o orçamento do Departamento de Segurança Interna e as ações de controle migratório.

Ao comentar a Copa, o republicano voltou a declarar que esta será a edição "mais bem-sucedida da história".

Ele reconheceu que o futebol ainda não ocupa um espaço central na cultura esportiva americana, mas afirmou que o torneio será um sucesso.

As declarações ocorrem em meio a controvérsias relacionadas à realização da Copa nos Estados Unidos, incluindo relatos de árbitros e torcedores barrados na entrada do país, interrogatórios prolongados de jogadores e restrições de acesso às vésperas da competição.

Diante desse cenário, a ONU pediu que o governo americano reavalie suas políticas migratórias durante o Mundial.

"Espero sinceramente que haja uma reflexão sobre como a fiscalização imigratória está impactando os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente durante a Copa do Mundo, haja uma reavaliação das políticas que infelizmente temos visto prevalecer, particularmente nos Estados Unidos", afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
Por Isabella Menon/Folharess

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