Jerônimo nega favorecimento a pré-candidatos e minimiza insatisfação na base governista
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) repercutiu o clima de insatisfação instalado em sua base governista e negou favorecimento a pré-candidaturas, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.
A fala do chefe do Palácio de Ondina ocorre em meio a baixas em votações de matérias de interesse do Executivo no Parlamento estadual, como a registrada na última terça-feira (5), quando o regime de urgência do 24º pedido de empréstimo do governo, no valor de R$ 5,5 bilhões para investimentos em ações da Embasa, não foi aprovado por falta de quórum.
Como mostrou com exclusividade este Política Livre, um dos motivos da insatisfação entre parlamentares governistas seria um suposto favorecimento à pré-candidata a deputada estadual Rowenna Brito, ex-titular da secretaria da Educação, em um movimento apelidado por deputados da base de “efeito Rowenna”.
“Eu não tenho acompanhado lá no miúdo. Está na fase da definição das pré-candidaturas, muitos já se apresentaram. Eu quero que todas as pré-candidaturas dos partidos, não só do PT, mas também dos partidos políticos que nos acompanham e estão de mãos dadas conosco, possam ser fortalecidas. Eu quero aumentar a minha base na Assembleia, eu quero ajudar a ampliar a base na Câmara Federal, eu quero entregar a Lula dois senadores do nosso time, do meu time e do time dele”, afirmou Jerônimo durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada no último sábado (9), em Feira de Santana.
Ainda segundo o governador, eventuais insatisfações de parlamentares são consideradas naturais e estão sendo acompanhadas pelo Conselho Político, grupo formado por lideranças dos partidos da base aliada.
“Temos um conselho político. Pelo menos isso não chegou à minha mesa. Ficaria atento para que a gente não possa criar desavenças, mas é claro que, na política, existe isso, cada um puxando para um lado”, completou.
Sem citar nomes ou dar pistas, Jerônimo admitiu que terá um candidato “para chamar de seu”, mas ressaltou que reconhece a importância dos parlamentares da base e que irá ajudá-los “no que for preciso”, sem criar desgastes internos.
“Eu não tenho um [candidato]. Vou ter no momento certo, mas vocês não verão de mim qualquer proteção a um partido ou a outro. Eu quero fazer por todos e por todas. Sei o quanto é importante cada deputado que eu tenho hoje na Assembleia e na Câmara Federal”, pontuou.
Por Carine Andrade
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