Secretário de Defesa americano demite o chefe do Estado-Maior do Exército, sem dizer o motivo
Randy George tinha mais de um ano restante em seu mandato de quatro anos e será substituído por número dois do órgão
O chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, Randy George
O chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, Randy George, foi demitido nesta quinta-feira (2) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo duas autoridades de defesa americanas e uma pessoa familiarizada com o assunto ouvidas pela agência Reuters.
Hegseth, ex-apresentador da Fox News, tem agido para reformular o departamento, demitindo generais e almirantes em sua busca por implementar a agenda de segurança nacional do presidente Donald Trump.
O Pentágono confirmou que George, que tinha mais de um ano restante em seu mandato, "se aposentará do cargo de 41º chefe do Estado-Maior do Exército com efeito imediato". Em um comunicado, o departamento afirmou estar grato pelas décadas de serviço de George. "Desejamos-lhe tudo de bom em sua aposentadoria", disse.
O órgão não informou o motivo da demissão, que ocorre em um momento em que as Forças Armadas dos EUA reforçam suas tropas no Oriente Médio enquanto realizam operações contra o Irã.
Os ataques na região estão sendo realizados principalmente pela Marinha e pela Força Aérea do país, embora soldados do Exército dos EUA também tenham sido enviados ao Oriente Médio para operar sistemas de defesa aérea. O Exército é o maior ramo das Forças Armadas dos EUA, com cerca de 450 mil soldados da ativa.
Milhares de soldados da elite da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA também começaram a chegar ao Oriente Médio, possivelmente para operações terrestres no Irã.
Não havia sinais públicos de atrito entre Hegseth e George, mesmo enquanto o secretário tomava medidas controversas, como demitir o principal advogado do Exército e organizar um enorme desfile militar para comemorar o 250º aniversário da corporação, que coincidiu com o aniversário de Trump.
No início desta semana, no entanto, Hegseth reverteu uma decisão do Exército de investigar pilotos que sobrevoaram a casa do cantor Kid Rock com helicópteros de ataque, em uma aparente demonstração de apoio ao declarado defensor de Trump.
A CBS News, que noticiou primeiro a demissão de George, afirmou que sua dispensa não está relacionada ao incidente com Kid Rock. Um oficial disse que o ex-assessor militar de Hegseth e vice-chefe do Estado-Maior do Exército, general Christopher LaNeve, assumirá o cargo interinamente.
George, um oficial de infantaria que serviu no Iraque e no Afeganistão, foi confirmado para o cargo máximo do Exército em 2023. Os mandatos nesse cargo geralmente têm duração de quatro anos.
Antes de ocupar o cargo máximo, George foi vice-chefe do Exército e, antes disso, conselheiro militar sênior do então secretário de Defesa Lloyd Austin.
Ele era considerado próximo do secretário do Exército, Dan Driscoll. Os dois trabalharam juntos para enfrentar grandes empresas de defesa, no esforço da corporação para acelerar o desenvolvimento de armamentos e reduzir custos.
A remoção de George se soma à recente turbulência em todos os níveis de liderança no Pentágono, incluindo a demissão, no ano passado, do então chefe do Estado-Maior Conjunto, general da Força Aérea Charles Q. Brown, assim como o chefe de operações navais e o vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
Por Folhapress
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