Oposição apresenta novo pedido de impeachment de Gilmar por investigação contra Zema

Pedido deve ser protocolado na quarta (22) pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Parlamentares de oposição decidiram apresentar mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, desta vez pela notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato a presidente.

O pedido de afastamento contra o ministro deve ser protocolado nesta quarta-feira (22) por iniciativa do líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Gilmar pediu ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news por causa de um vídeo em que um boneco que o imita conversa sobre o caso Master com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

O vídeo foi divulgado por Zema no mês passado e republicado nesta segunda-feira (20), depois que a coluna Mônica Bergamo noticiou o pedido de Gilmar. Moraes enviou a notícia à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou. O procedimento é sigiloso.

No vídeo, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco de Gilmar anula a decisão e pede "uma cortesia lá do teu resort", em referência ao resort Tayayá, que era de Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

Na notícia-crime, Gilmar afirma que Zema "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal como também da minha própria pessoa".

Levantamento de dezembro do Senado Federal indicava que 99 pedidos de afastamento foram apresentados contra ministros do STF desde 2020. O recordista era Moraes, com 56. Gilmar aparecia em segundo lugar, com 12. O número, porém, já cresceu neste ano, com os desdobramentos do escândalo envolvendo o Master.

Na visão de bolsonaristas, é preciso registrar o que veem como abusos de ministros de Supremo, mesmo que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já tenha deixado claro que não pretende abrir nenhum processo de impeachment nesta legislatura.

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Por Thaísa Oliveira/Folhapress

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