Diego Castro critica detenção de PM que pediu melhorias para a corporação na Bahia: “Perseguição”

Segundo o parlamentar, a punição teria ocorrido após o policial reivindicar melhorias para a corporação
O deputado estadual Diego Castro (PL) criticou, nesta segunda-feira (6), a prisão administrativa do soldado da Polícia Militar da Bahia, Paulo dos Anjos, presidente da APSEG Bahia (Associação dos Profissionais da Segurança Pública do Estado da Bahia), e afirmou que o caso levanta questionamentos sobre o tratamento dado à categoria pelo governo do estado.

Segundo o parlamentar, a punição teria ocorrido após o policial reivindicar melhorias para a corporação.

“Olha como esse governo do PT trata o cidadão de bem, trata o policial militar. Está privando um pai de família de passar o aniversário de um ano do filho. Ele vai completar agora dia 11 e o pai está preso”, afirmou.

Diego criticou ainda a condução do processo administrativo. “Um processo em que a comissão processante absolveu e pediu arquivamento, e mesmo assim fizeram questão de mandar para detenção.”

O caso ocorre em meio a críticas do deputado ao novo Código de Ética da Polícia Militar da Bahia, proposto pelo governo estadual.

Em 2025, ele chegou a ingressar com ação judicial para tentar barrar a tramitação do texto, sob o argumento de que haveria endurecimento de regras disciplinares, ampliação de punições e restrições a direitos dos policiais.

O deputado também relembrou que demandas semelhantes já estiveram no centro de mobilizações da categoria, como nas greves de 2012 e 2014, quando foram firmados acordos com o governo estadual envolvendo reestruturação remuneratória, além da discussão sobre carreira e Código de Ética. Segundo ele, parte desses compromissos não teria sido efetivamente implementada ao longo dos anos, o que ajudaria a explicar a permanência de insatisfações dentro da corporação.

Para Diego Castro, a situação do soldado reforça esse cenário. Ele voltou a defender a criação de um código de ética mais “digno e humanizado” para a corporação, a fim de evitar o que classifica como perseguições e arbitrariedades.

Por Redação

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