Ampliação do Minha Casa Minha Vida pressiona por moradia para servidor

              Programa já foi conquistado, mas entidades cobram avanço nas condições de acesso
As novas regras do Programa Minha Casa, Minha Vida passam a valer nos próximos dias com ampliação do crédito habitacional. O teto de renda sobe para até R$13 mil e o valor máximo dos imóveis chega a R$600 mil. A medida também reajusta faixas de renda e reduz juros para parte das famílias. Na Bahia, o cenário reforça o debate sobre a efetivação do Minha Casa Minha Vida Servidor, já conquistado, mas ainda com desafios para alcançar, na prática, quem precisa.

A criação do programa voltado ao funcionalismo estadual foi consolidada com a Lei nº 14.800/2024, sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues, que institui diretrizes para a política habitacional destinada aos servidores públicos estaduais. A medida é resultado da mobilização da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab). “A criação do programa foi uma grande conquista, fruto de muita luta coletiva e de apoios importantes, como da deputada Fabíola Mansur, do senador Otto Alencar e do ex-deputado Bebeto Galvão. Agora precisamos fazer com que ele funcione na prática e chegue ao servidor”, afirma o coordenador geral da Fetrab, Reonei Menezes.

Entre as propostas está a criação de uma margem consignável específica para financiamento habitacional. “Uma margem exclusiva pode destravar o acesso à casa própria para milhares de servidores”, reforça Reonei, que também destaca a urgência da pauta para as forças de segurança, que ainda enfrentam dificuldades para garantir moradia digna.

O presidente da Cooperativa de Habitação dos Servidores Públicos da Bahia (Coopmoradia), Claudemir Santana (Pig), defende o avanço do consignado e de outras medidas importantes. “Agora é hora de consolidar o programa com subsídios, redução de juros e facilidades que permitam ao servidor sair do aluguel”, afirma. Para as entidades, o momento é estratégico para fortalecer o programa e ampliar seu alcance. “Moradia digna é um direito. O servidor sustenta o Estado e precisa ter acesso real à casa própria”, conclui Pig.

Assessoria de Imprensa Fetrab e Coopemoradia - Carla Santana (71) 9 9926-6898

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