Suplência de Wagner no Senado entra no radar para acomodar Geraldo Júnior, já tido como fora da vice

O vice-governador Geraldo Júnior (MDB)
Cresceu dentro do governo a tendência de que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) deverá ser acomodado na suplência do senador Jaques Wagner (PT), considerando que já é dada como certa a sua saída da chapa de reeleição ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Em fevereiro deste ano Wagner, desautorizando o governador, chegou a anunciar que Geraldo permaneceria na vice, mas depois recuou.

O anúncio precoce, sem a presença de Jerônimo, que estava em missão internacional com Lula, abriu uma crise interna na base - que só não foi pior que o episódio em que o emedebista, já ameaçado, foi pego em flagrante tramando contra o ex-governador e ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) em um grupo de WhatsApp.

Na avaliação de aliados, diante do constrangimento criado, restaria ao próprio Wagner oferecer a solução política para amparar Geraldo e não criar mais fissuras com o MDB.

Nos bastidores, interlocutores do governo recorrem à expressão popular “quem pariu Mateus que embale” para reforçar a tese de deixar a cargo do senador a responsabilidade de encontrar um caminho para o impasse. Lembram que ele foi o fiador da chegada de Geraldo ao grupo na campanha de 2022 e depois o principal padrinho da sua fracassada candidatura à Prefeitura de Salvador em 2024.

Esta semana, o governador Jerônimo surpreendeu ao admitir que a vice poderá ficar com o PSD, que havia perdido espaço na majoritária quando o senador Angelo Coronel foi rifado e deixou o grupo para buscar a reeleição pelo grupo de ACM Neto (União Brasil). Em seguida, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, um dos nomes cotados para o posto, disse que o PSD iniciou diálogo interno sobre o tema - mas sem nenhuma deliberação até aqui.

Por Política Livre

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