Filha de Olavo de Carvalho que criticou pai é encontrada morta em sua casa no interior de SP
Heloisa de Carvalho tinha 57 anos e costumava criticar publicamente o pai, guru do bolsonarismo
Heloisa de Carvalho Martin Arribas, filha mais velha do escritor Olavo de Carvalho (1947-2022), morreu aos 57 anos na noite desta quarta-feira (7), em Atibaia, no interior de São Paulo. O corpo foi localizado por um amigo na casa onde ela vivia.Heloisa era viúva e deixa um filho.
Em nota, a Polícia Civil de São Paulo afirmou que o caso foi registrado no plantão da Delegacia de Atibaia e "devido à natureza [da morte] os detalhes serão preservados".
Nas redes sociais, Davi de Carvalho, um dos irmãos de Heloisa, pediu que seguidores fizessem uma oração pela alma dela. "Pode parecer meio contraditório, considerando todas as desavenças que haviam entre ela, os irmãos e os pais, mas eu gostaria de pedir a vocês que, quem puder, faça uma oração por sua alma", escreveu. Ele acrescentou que não irá se manifestar mais sobre o assunto.
Moradora de Atibaia por mais de 30 anos, Heloísa ganhou projeção nacional ao se filiar ao PT em 2021. Ela costumava criticar publicamente os posicionamentos do pai, tido como um guru do bolsonarismo.
"Toda a minha motivação política é para combater o obscurantismo bolsonarista", disse Heloisa na ocasião. "Tenho muitos amigos no PT. Conheço o Lula pessoalmente, tenho afinidade com as pautas, as lutas e as pessoas", afirmou.
Ela disse que tinha a pretensão de concorrer ao cargo de deputada estadual, o que acabou não ocorrendo.
Em 2023, Heloisa anunciou sua desfiliação da sigla após afirmar ter sido agredida por integrantes do PT em Atibaia. Em seu perfil nas redes sociais, ela se denominava como "sou PSOL".
O velório será realizado nesta sexta (9), a partir das 8h, na funerária Flamil, em Atibaia. O enterro ocorrerá às 10h30, no cemitério São Sebastião, na mesma cidade.
Em 2022, Heloisa chegou a divulgar que o pai morreu de Covid-19. Durante a pandemia, ela escreveu em suas redes que havia perdido uma amiga querida pela doença no mesmo dia em que Olavo havia dito que não havia uma morte causada pelo coronavírus no país.
"Olavo morreu de Covid, não tem como eu sentir grande tristeza pela morte dele, mas também não estou feliz. Sendo sincera comigo e meus sentimentos", disse.
Na época, o médico particular do escritor, Ahmed Youssif El Tassa, negou a informação e afirmou que ele morreu em decorrência de insuficiência respiratória aguda causada por quadro de enfisema pulmonar associado à insuficiência cardíaca congestiva, à pneumonia bacteriana e a uma infecção generalizada.
Em nota, as advogadas de Heloísa, Talitha Camargo da Fonseca, Lívia Bueno e Izabela Jamar disseram sentir profundo pesar pela morte da cliente e amiga. No texto, elas prestam condolências à família, com menção especial ao filho de Heloísa, e destacam sua trajetória marcada por lutas sociais.
"Seu legado nos lembra que a defesa da dignidade humana passa também pela atenção dedicada à saúde mental e pelo amparo solidário aos que estão enfermos ou na melhor idade", escreveram elas.
"Que este momento de luto sirva também como um lembrete coletivo sobre o valor do apoio mútuo, da escuta atenta e da rede de cuidado que devemos construir ao redor de todos".
Por Diego Alejandro/Karina Matias/Victória Cócolo/Folhapress
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