Congresso libera R$ 42 bi para governo pagar benefícios sociais sem restrição da regra de ouro
O Congresso Nacional autorizou nesta quinta-feira (27) o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fazer operações de crédito para destinar mais R$ 42 bilhões a benefícios sociais. A medida permite ao governo contornar a regra de ouro, que veda a contração de dívida para pagar despesas correntes.
O projeto teve 343 votos a favor e 67 contra entre deputados e 59 votos a favor entre senadores, a unanimidade. Serão R$ 22 bilhões destinados benefícios previdenciários e R$ 20 bilhões ao Bolsa Família.
A aprovação é um alívio para o governo, que está em um momento de atrito com o Congresso. Mais cedo, deputados e senadores rejeitaram vetos sensíveis para o governo federal.
Integrantes da oposição protestaram contra a proposta que liberou os recursos. "Veja a ousadia deste governo, que tem gastado sem limites e tem acreditado no mantra de que o gasto público, por si só, gera crescimento econômico e desenvolvimento. Esta é uma falácia", disse o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
"É uma gestão ineficiente do governo Lula e vamos aqui abrir uma janela de oportunidade para o PT fazer propaganda política", declarou o deputado Luiz Lima (Novo-RJ).
Os congressistas também aprovaram um projeto que possibilita a criação de 8.600 novos cargos efetivos no Ministério da Educação. Será necessário um novo projeto de lei para efetivar a expansão nos postos.
Neste segundo projeto, a votação foi simbólica —apenas o partido Novo registrou voto contrário.
Antes, também nesta quinta, o Congresso derrubou ao menos parcialmente dois vetos de Lula a projetos de lei aprovados pelo Legislativo.
Menos de uma semana depois do fim da COP30, deputados e senadores decidiram impor uma derrota a Lula e derrubar diversos vetos impostos pelo presidente da República ao afrouxamento das regras de licenciamento ambiental.
O presidente da República tem o direito de vetar total ou parcialmente projetos aprovados pelo Legislativo. O Congresso, porém, pode rejeitar os vetos e fazer os projetos vigorarem da forma como foram aprovados. Para isso, é necessário que a maioria dos deputados e senadores votem pela rejeição do veto.
O texto original da lei de licenciamento ambiental flexibiliza etapas e amplia autorizações automáticas para obras e empreendimentos no país. O texto cria instrumentos como a Licença Ambiental Especial (a chamada LAE), que permite ao governo classificar projetos considerados estratégicos para uma análise simplificada, mesmo com potencial alto de impacto.
Cria ainda a LAC (Licença por Adesão e Compromisso), que dispensa avaliação individualizada para atividades de pequeno e médio porte. A proposta também isentaria setores inteiros do licenciamento, como áreas do agronegócio e saneamento, reduziria a participação de comunidades afetadas e limitaria a proteção de territórios indígenas e quilombolas apenas aos já homologados ou titulados.
Além disso, o Congresso derrubou, em acordo com o governo federal, vetos ao programa de socorro a estados endividados. A medida tende a facilitar a adesão de estados ao programa e ampliar o alívio nas dívidas desses entes com a União.
Vetos presidenciais e projetos relacionados ao Orçamento são votadas em sessões do Congresso Nacional –ou seja, em análise simultânea de deputados e senadores. Outros tipos de projeto são analisados por Câmara e Senado separadamente, em uma das Casas por vez.
Por Caio Spechoto e Carolina Linhares, Folhapress
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
Ofertas de Fim de Semana/Mercadinho Deus Te Ama
Saúde
OFERTAS DE AGOSTO NO LOJÃO DO CONSTRUTOR
Ofertas da semana do Supermercado DI Mainha
CLIO Imagens Odontológicas
Ótica São Lucas
Total de visualizações de página
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque
RC Crédito
Postagens mais visitadas
- Vereador Lucas de Vavá reúne multidão em sítio para apresentar os candidatos Robinho Federal e Eduardo Alencar
- Pai morre durante relação com a própria filha em motel de Manaus
- Adversários usam palanque esvaziado de Jerônimo em Macaúbas para dizer que ele vai perder
- ACM Neto abre 20 pontos sobre Jerônimo e chega a 56,1%, aponta pesquisa /Por Redação
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário