Comissão do Senado quer ouvir ex-assessor que expôs Moraes no 1º dia de julgamento de Bolsonaro
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou nesta terça-feira (26) um convite para que o ex-assessor de Alexandre de Moraes Eduardo Tagliaferro fale ao colegiado. A ideia é que Tagliaferro, identificado pela Polícia Federal como responsável por vazamentos de mensagens relacionadas ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, seja ouvido às 11h de terça-feira (2).
O convite foi entregue durante a tarde. Ainda não há confirmação da participação, que seria por videoconferência. O ex-assessor de Moraes mora na Itália e é acusado de quatro crimes pela PGR (Procuradoria Geral da República). O ministro do Supremo pediu a extradição de Tagliaferro.
Também na terça-feira começa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo STF, em processo cujo relator é Alexandre de Moraes. O político é acusado de liderar uma trama golpista.
O grupo político bolsonarista tenta, por meio das possíveis declarações de Tagliaferro, aumentar a pressão contra o ministro do Supremo.
O presidente da comissão que aprovou o convite a Tagliaferro é Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e filho mais velho do ex-presidente da República.
Tagliaferro se tornou um nome conhecido no meio bolsonarista por ter exposto mensagens relacionadas a Moraes, ministro responsável pelos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados de Bolsonaro afirmam que Moraes é um juiz parcial que persegue o ex-presidente, daí a popularidade das afirmações de Tagliaferro nesse grupo.
Ele foi denunciado pela PGR por violação do sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Ele havia sido indiciado em abril pela Polícia Federal. O relator do caso é o próprio Moraes.
A defesa de Tagliaferro afirma que as medidas judiciais são uma perseguição.
“É um incêndio na Amazônia, não apenas uma cortina de fumaça, para tentar esconder os abusos e ilegalidades objeto da vaza toga I e II, sem falar do medo do que mais pode vir”, afirma a defesa.
“Vaza Toga” é como ficaram conhecidos os vazamentos de mensagens de magistrados, em uma alusão à “Vaza Jato”, série de reportagens que expôs diálogos entre integrantes da operação Lava Jato e que ajudou acusados naqueles processos a terem vitórias judiciais.
Caio Spechoto/Estadão
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