Malafaia nega que fará greve de fome por Bolsonaro: ‘Jejum, só para Deus’
O pastor Silas Malafaia negou que fará greve de fome como forma de protesto contra o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que poderá tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. “Você acha que vou perder o meu tempo de fazer greve de fome para homem?”, disse ele à coluna.
“Eu faço jejum para Deus. É jejum, não é greve de fome”, prosseguiu Malafaia. “O jejum na Bíblia é para você se aproximar de Deus. Greve de fome [não faço] para ninguém, para nada”, afirmou.
Nesta semana, viralizou nas redes sociais a informação de que Malafaia faria o sacrifício pelo ex-presidente, o que ele desmentiu. O pastor, porém, não poupou críticas ao TSE.
“É uma vergonha saber que temos um ‘tribunal superior político, não eleitoral. Deixou de ser eleitoral há muito tempo. É só ver o que eles fizeram com o Dallagnol [Deltan]”, criticou.
O TSE cassou o mandato de deputado federal de Deltan (Podemos -PR) por unanimidade, atendendo a uma ação da Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e do PMN, que alegou que ele não poderia ter deixado a carreira de procurador da República para entrar na política porque respondia a sindicâncias, reclamações disciplinares e pedidos de providencias junto ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
“[A cassação de Deltan] É uma das coisas mais vergonhosas e absurdas que nós já assistimos no país. Não respeitam lei, não respeitam nada. O cara quando pediu para sair não estava em nenhuma PAD, Processo Administrativo Disciplinar, que é a única coisa que faria ele perder o mandato”, afirma.
Malafaia também chamou o ministro Benedito Gonçalves, que foi o relator do processo de Deltan, de subserviente ao “ditador” Alexandre de Moraes.
“Acreditar nesses caras em quê? Só vocês da imprensa que ainda não foram atingidos em cheio, que estão dando colher de chá para eles. A vez de vocês vai chegar, é só vocês contrariarem alguma coisa deles”, completou. “É uma piada o que estamos assistindo.”
Bolsonaro será julgado na próxima quinta (22). A ação que vai a voto analisa se reunião promovida por ele com embaixadores no Palácio do Alvorada, em julho do ano passado, configura abuso de poder político. Na ocasião, o então mandatário fez acusações contra o sistema eleitoral sem apresentar provas.
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