Chefe mercenário russo diz que Bakhmut está praticamente cercada
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| Yevgeny Prigozhin, fundado do grupo mercenário russo Wagner, em Paraskoviivka, na Ucrânia |
O chefe do exército russo de mercenários Wagner disse que a cidade, que foi reduzida a ruínas, agora está quase completamente cercada, com apenas uma rota de saída aberta para as tropas ucranianas.
Jornalistas da Reuters a oeste da cidade viram ucranianos cavando novas trincheiras para posições defensivas lá, e o comandante de uma unidade de drones da Ucrânia dentro da cidade por meses disse que recebeu ordens de se retirar.
A vitória em Bakhmut, com uma população pré-guerra de cerca de 70.000 habitantes, daria à Rússia a primeira grande conquista em uma dispendiosa ofensiva de inverno depois de convocar centenas de milhares de reservistas no ano passado. O país diz que seria um impulso para capturar a região de Donbas, um importante objetivo de guerra.
A Ucrânia recapturou faixas de território no segundo semestre de 2022, mas suas forças estão na defensiva há três meses. Kiev afirma que a cidade tem pouco valor estratégico, mas que as enormes perdas ali podem determinar o curso da guerra.
O chefe de Wagner, Yevgeny Prigozhin, aparecendo em uniforme de combate em um vídeo filmado em um telhado, fez um apelo ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, para ordenar uma retirada de Bakhmut para salvar a vida de seus soldados.
"Unidades da companhia militar privada Wagner praticamente cercaram Bakhmut. Resta apenas uma rota (de saída)", afirmou.
A câmera fez uma panorâmica para mostrar três ucranianos capturados -- um homem mais velho de barba grisalha e dois meninos -- pedindo permissão para ir para casa. A partir de edifícios visíveis, a Reuters determinou que a imagem foi filmada em Paraskoviivka, um vilarejo 7 km ao norte do centro de Bakhmut.
Ambos os lados dizem que infligiram perdas devastadoras em Bakhmut. Kiev afirma que suas forças ainda estão resistindo lá, embora reconheça que a situação se deteriorou esta semana.
Volodymyr Nazarenko, vice-comandante da Guarda Nacional da Ucrânia, disse à Rádio NV ucraniana que a situação era "crítica", com combates ocorrendo "durante todo o dia".
"Eles não levam em conta suas perdas ao tentar tomar a cidade. A tarefa de nossas forças em Bakhmut é infligir o máximo possível de perdas ao inimigo. Cada metro de terra ucraniana custa centenas de vidas ao inimigo", declarou.
"Precisamos de tanta munição quanto possível. Há muito mais russos aqui do que temos munição para destruí-los."
Por Leonardo Benasatto e Lisi Niesner
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