Lula usa cristianismo dos pobres para se contrapor à relação de Bolsonaro com evangélicos

O ex-presidente Lula (PT) em evento do partido Solidariedade
Durante evento do Solidariedade nesta terça-feira (3), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados lançaram mão de diversas imagens religiosas, frequentemente em contraposição à proximidade de Jair Bolsonaro (PL) com lideranças da bancada evangélica.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), membro da coordenação de campanha de Lula, diz ao Painel que essa será uma orientação da candidatura.

“É a lógica. A chapa cristã é esta daqui. A chapa que está junto dos mais pobres. Eu disse ‘bem-aventurados os pobres, pois é deles o reino dos céus’. A linha do discurso será essa”, afirma Randolfe, que diz que o discurso dos adversários é farisaico, dos fariseus que ficaram contra Jesus Cristo, e não tem olhos voltados para os pobres, mas somente para o “reino dos céus”.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos (PSD-AM) também utilizaram imagens religiosas para ilustrar suas falas durante ato em que o Solidariedade manifestou apoio a Lula.

Em seu discurso, Lula citou a Bíblia e a Constituição e disse que na primeira é possível ver de forma determinante o porquê de Cristo ter sido crucificado e na segunda é possível enxergar “porque tanta gente rica” quer mudá-la, em dupla referência à defesa dos desfavorecidos.

“Nós temos um compromisso que não é político. Tem que ser um compromisso de cristão. De quem fala todo dia que acredita em Deus. Um compromisso de alguém que já leu a Bíblia. Um compromisso de alguém que já leu a Constituição. Um compromisso de alguém que já leu a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Nós precisamos cuidar das pessoas mais pobres deste país. Precisamos cuidar das pessoas mais necessitadas”, disse Lula durante o evento.

“Nós precisamos garantir que todo mundo tem que levantar de manhã, tomar café, almoçar e jantar todo santo dia. Temos que garantir que as pessoas tenham oportunidade. Nós não viemos ao mundo para sofrer. Nós não viemos ao mundo para passar fome. Nós viemos ao mundo para viver. Porque aqui a qualidade de vida nossa estabelece que nós queremos construir o nosso paraíso aqui na Terra, para nós e para nossa família. Um abraço e até a vitória do povo trabalhador, se Deus quiser”, concluiu o petista.

Guilherme Seto, Folhapress

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