Rodela sonhava com contrato fixo no SBT e recebeu ajuda durante pandemia

Foto: Divulgação/SBT

Morto em decorrência do coronavírus (veja aqui) na última quinta-feira (3), o humorista Luiz Carlos Ribeiro, o Rodela, passou por altos e baixos nos últimos anos. Segundo publicou o Uol Splash, o artista trabalhava nas ruas do Centro de São Paulo vendendo DVDs por R$ 10 cada e se apresentava próximo ao Mosteiro de São Bento.
Rodela fez sucesso em atrações como "A Praça é Nossa" e "Show do Tom" e atualmente participava do quadro de DNA do "Programa do Ratinho". Ele recebia cachê pela participação, mas estava afastado por conta da pandemia. Ele recebeu ajuda financeira de Ratinho, que também custeou uma cirurgia nos olhos. 

"É comum o Ratinho ajudar os membros de sua equipe com pagamentos de dívidas e saúde", contou o manipulador do boneco Xaropinho, Eduardo Mascarenhas.

Um outro integrante da equipe, Murilo Bordoni, produtor e diretor de palco do "Ratinho", afirmou que o apresentador se preocupava com o humorista. "O Ratinho o ajudou durante todos esses meses, pagando um salário mensal. Toda vez que o dinheiro caía na conta, ele me ligava chorando, agradecendo".

Em entrevista ao programa "Repórter em Ação", da Record, em 2016, Rodela revelou que tinha o desejo de ter um contrato fixo. "Só queria um contrato porque a gente na rua sofre muito, principalmente quando chove", disse o artista na época. "Tem dias que a gente vem para rua e não dá. Antigamente eu vendia até 60 DVDs. Hoje vendi 15 até agora", contou à reportagem.

Para seguir carreira artísitica, Rodela arrancou todos os dentes para que pudesse fazer caretas. Sua primeira vez na TV foi no "Show de Calouros", apresentado por Silvio Santos. "Arranquei tudo bom para ficar feio, se eu continuasse com os dentes, eu não ia fazer sucesso", justificava o artista quando era perguntado sobre sua condição.

Ele nasceu no Rio de Janeiro e mudou para a cidade pernambucana de Paulista aos cinco anos. Em Pernambuco, Rodela passou toda sua infância e passou por momentos difíceis como a perda do irmão em um acidente em que caiu de um jegue. "Foi a maior perda que a gente teve na família. Minhas irmãs estão todas no Recife, faz 10 anos que não vejo".

Por: Bahia noticias

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