Os bilionários da vacina; Novo ministro no MEC?; Reveillon online

Escritório da Mordena: ação em alta por testes ainda iniciais de vacina | REUTERS/Brian Snyde/File Photo
1 - A EUFORIA DAS VACINAS
A semana termina com um reforço em uma discussão latente nas últimas semanas nas bolsas. Faz sentido a euforia dos investidores em torno de testes de vacinas e medicamentos? Nesta sexta-feira, a agência Reuters publicou uma reportagem sobre a farmacêutica Moderna, uma das empresas mais avançadas nas pesquisas da vacina, mostrando como seus executivos estão vendendo ações e fazendo fortuna nas últimas semanas. Segundo a Reuters, o presidente da companhia, Stephane Bancel, já embolsou 21 milhões de dólares nos últimos meses, período em que o valor de mercado da companhia, desconhecida antes da pandemia, triplicou. O diretor médico da empresa, Tal Zaks, embolsou 35 milhões de dólares. As vendas não têm nada de ilegais, mas escancaram uma nova anomalia dos mercados: nesta quarta-feira, um teste da Pfizer feito com dezenas de participantes conseguiu, sozinho, impulsionar as bolsas, apesar de notícias ruins na economia e de uma segunda onda de contágio sobretudo nos Estados Unidos. 

2 - À ESPERA DO MEC
Com a saída de Carlos Alberto Decotelli antes mesmo da posse, o dia começa com a expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro possa nomear um novo ministro ainda nesta semana. Na quinta-feira, 2, o presidente chegou a dizer que escolheria um nome ontem mesmo. Militares e a chamada “ala ideológica” do governo disputam a indicação. Um dos nomes mais ventilados na semana foi o do atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correia, indicação dos militares. Outros são Sérgio Sant’ana, indicado por Eduardo Bolsonaro, e Ilona Becskeházy, atual secretária no MEC, ex-Fundação Lemann e que se aproximou da ala ideológica em 2019. Enquanto isso, aguarda-se o MEC para discussões sobre o Enem e os impactos da pandemia na educação. Sem o MEC, o debate do novo Fundeb, fundo da educação básica que expira neste ano, se concentra no Congresso e pode ser votado nas próximas semanas, em tempo para o orçamento de 2021. 

3 - TRUMP E O CORONAVÍRUS
Em campanha pela reeleição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve na agenda dois eventos em meio a críticas sobre uma segunda onda de contágio do coronavírus nos EUA. Nesta sexta-feira, 3, o presidente visitará o Monte Rushmore, no estado da Dakota do Sul, para participar de uma festa de fogos de artifícios no memorial onde estão esculpidos os rostos de quatro históricos presidentes americanos. E no 4 de julho, no Dia da Independência, o feriado mais importante para os americanos, participará de mais um show pirotécnico, dessa vez na capital Washington DC. Ontem, foram mais 53.000 novos casos de covid-19 nos EUA, novo recorde para um dia. Há agora 2,8 milhões de casos e 130.000 óbitos. Na média das pesquisas para a eleição presidencial, Trump está com média de 42% dos votos, ante 51% do democrata Joe Biden, segundo o site de estatísticas 538.

4 - FESTA ONLINE
Ainda distante, o réveillon parece estar a salvo da pandemia (toc, toc, toc). Mas os destinos brasileiros que ganharam fama por sediar as festas de ano-novo mais badaladas do país estão penando na mão do novo coronavírus. É o caso de Caraíva, Boipeba, Maraú e Trancoso, na Bahia, e de Alter do Chão, no Pará. São regiões extremamente dependentes dos turistas, que, por razões óbvias, desapareceram e não devem voltar de uma hora para outra. Para ajudá-las, os organizadores de cinco festas de réveillon disputadas — Taípe, de Trancoso, Vai Tapajós, de Alter do Chão, Mareh, de Boipeba, AWÊ, de Caraíva, e Xama, de Maraú — promovem o festival Todos por 1. Um festival online, é bom frisar, que ocorre de hoje até domingo, 5. Serão, ao todo, 20 horas de programação, com início às 17h desta tarde. Veja mais detalhes.
Por: Exame.com

Nenhum comentário: