BRB afasta ex-diretores após investigação do caso Master segunda-feira, Por Thaísa Oliveira | Folhapress
.webp)
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O BRB afastou cinco empregados, incluindo dois ex-diretores, como consequência de investigações relacionadas ao Banco Master. Esse é o primeiro afastamento decorrente da apuração interna sobre as operações do banco estatal de Brasília com Daniel Vorcaro.
O BRB não informou quais servidores foram afastados nem quando. Mas, segundo pessoas a par do assunto, os afastamentos ocorreram há cerca de três semanas e tiveram como alvo executivos que trabalharam na gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, que está em prisão preventiva.
Em nota, o BRB disse que os afastamentos foram autorizados pelo Conselho de Administração a pedido da corregedoria "no âmbito das investigações internas relacionadas ao ecossistema Master".
"O banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações", afirmou.
A lista inclui o ex-diretor de finanças e controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior. Como mostrou a Folha de S.Paulo, Dario havia sido desligado da diretoria e deslocado para uma agência bancária do BRB após a operação que liquidou o Master.
A corregedoria também determinou o afastamento da ex-diretora de controles e riscos Luana de Andrade Ribeiro. Ela foi destituída do cargo em janeiro e, assim como Dario, estava trabalhando desde então em uma agência do BRB.
A Polícia Federal encontrou na agenda dela uma anotação em que afirmava que o então presidente do BRB teria determinado a compra de carteiras de crédito para salvar o Master.
"Presidente afirmou novamente que faz-se necessário efetuar as compras de carteiras, afirmando que esses créditos foram verificados e que, se não houver, o Master vai quebrar", dizia a anotação de 11 de julho do ano passado sobre a reunião de diretoria do BRB.
A reportagem procurou Luana na quinta (10) e na sexta-feira (11), mas não houve resposta. A defesa de Dario não quis se manifestar.
Em abril, o BRB afastou do cargo a então superintendente de Controle Institucional, Morganna Lisboa. Apesar das apurações relacionadas às operações com o Master, a medida foi adotada por suposto assédio moral.
Na época, o banco desmentiu a afirmação de que a auditoria independente havia identificado 31 empregados supostamente envolvidos nas operações com o Master e sugerido punições.
Em 24 de agosto, os acionistas do BRB aprovaram autorização para que o banco possa acionar na Justiça ex-administradores que sejam identificados como responsáveis por prejuízos causados à instituição financeira.
A Polícia Federal disse ter encontrado suspeitas sobre mais diretores do banco no inquérito que investiga a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master e pediu mais 60 dias ao STF (Supremo Tribunal Federal) para concluir a investigação.
Relatório final da auditoria independente entregue em abril à PF aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como "negócio do presidente" e conduzidas sob pressão e urgência.
Ao todo, o BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco de Vorcaro. Parte relevante desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de ausência de lastro, inconsistências estruturais e vícios documentais.
Costa está preso desde 16 de abril. A investigação indica que ele teria recebido de Vorcaro seis imóveis de luxo como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões. Cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
Desde que veio à tona o escândalo Master, o BRB ainda não apresentou nenhum relatório operacional, como as demonstrações dos resultados de 2025 e do primeiro semestre deste ano.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tem insistido em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), tendo como garantia recursos de bancos privados, para bancar o rombo no BRB. Os bancos consideram a operação arriscada, ainda que o DF tenha oferecido recursos que receberá da União em FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Na quarta-feira (9), o ministro do STF Luiz Fux deu 15 dias para que o governo federal, o Banco Central e o FGC se manifestem sobre o pedido feito pelo Governo do Distrito Federal.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ofertas do Deus te ama
Cardiologista Dr. Diego Costo
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
OFERTAS DE AGOSTO NO AVISTÃO DA CONSTRUÇÂO
OFERTAS PRA ECONOMIZAR DE VERDADE NO DI MAINHA! 🛒🔥
Ótica São Lucas
Total de visualizações de página
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque
RC Crédito
Postagens mais visitadas
- Urgente: Daniel Vorcaro cita "Dino" em lista de precatórios de incríveis R$ 15 bilhões
- Prefeito Sandro Futuca se reúne com produtores na Fazenda Canaã e reforça apoio à Associação da Ingazeira
- Ibirataia: Prefeitura através da SEINFRA intensifica recuperação de estradas vicinais que ligam o Encontramento a região do Oricó e Santa Rosa
- NOTA DE PESAR:
Nenhum comentário:
Postar um comentário