Mendonça vai usar precedentes do STF para manter caso Lulinha na corte
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça pretende usar precedentes firmados pela corte para manter as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sob sua alçada.
O argumento é o da conexão fático probatória, já que as provas obtidas pela PF (Polícia Federal) se iniciaram na investigação contra pessoas com foro privilegiado no STF. A partir daí, surgiram os indícios contra o filho do presidente Lula.
Foi assim que o caso do 8 de janeiro acabou sendo julgado pela Suprema Corte. Os investigados não tinham foro, mas o argumento usado era de que autoridades com foro no STF tinham algum envolvimento nos ataques.
Outro caso parecido é o que investiga ex-deputados estaduais do Rio de Janeiro por suposto envolvimento com facções criminosas. Os investigados também não têm foro no Supremo.
Como mostrou a Folha, a tendência é que Mendonça rejeite o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para levar o caso que investiga o filho do presidente Lula à 1ª instância.
Por Gabriela Echenique/Folhapress
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