GAM volta a Ipiaú para compartilhar experiências com cuidadoras de pessoas com a Doença de Alzheimer.

Em mais uma ação itinerante voltada ao desenvolvimento de  estratégias que auxiliam na convivência com pessoas que sofrem com a Doença de Alzheimer (DA) o   Grupo de Ajuda Mútua (GAM),  estará em Ipiaú na tarde desta segunda-feira, 31 de agosto, compartilhando experiências com cuidadoras(es)  e familiares de pessoas que são acometidas com essa enfermidade e outras demências.

O encontro   na Academia de Saúde do Bairro Euclides Neto, no horário das 14:30 às 17 horas, fortalece  a  proposta de criação de uma  rede de suporte social para os cuidadores e reforça  o relacionamento interpessoal por meio do conhecimento das vivências de cuidados  aos pacientes.

Essa será a segunda ação itinerante que o grupo,  originário de projeto de extensão da Universidade estadual do Sudoeste da Bahia(Uesb) realizará nesta cidade em parceria com a Secretaria municipal de Saúde.

Criado e implantado, em 2018 pela professora Dra. Edite Lago da Silva Sena , do Curso de Enfermagem ( Departamento de Saúde II) o GAM  encontra-se sob a coordenação da professora Luana Machado Andrade, e tem  contado com a colaboração das professoras  Luciana Reis e Edite Lago.  A vice-coordenação está a cargo  da professora  Luma Costa Pereira Peixoto. 

Muitas famílias já foram atendidas pelo  programa. Relatos  de participantes dão conta de acolhimento e suporte emocional, aprendizado e conhecimento a respeito da  doença e do cuidado adotado, bem como da ampliação de uma rede social e de amizades, empoderamento feminino e o exercício da solidariedade entre pessoas que vivenciam a mesma situação.

São relatos diários de gratidão, de cuidadoras que ao compreender a doença e como lidar com os pacientes   não desistiram d desistiram de si, de reservar um tempo para o autocuidado e compreender que o cuidado se tece em rede e não deve ser uma tarefa individual.

 DINÂMICA

A dinâmica adota pelo GAM envolve cursos para cuidadores, trabalhadores da saúde e interessados na temática, além de  outros eventos.  Dentre outras ações o grupo já realizou 10 Simpósios sobre a Doença de Alzheimer e alguns   cursos para cuidadoras de pessoas idosas, assim como  capacitações e oficinas diversas para comunidade.

Os integrantes do projeto  também discutem o conhecimento científico veiculado sobre a temática. A  partir das experiências no grupo, desenvolvem produções científicas, cujos resultados retornam, de forma prática, para o aperfeiçoamento das ações.

 REDE DE SUPORTE

À  medida em que a população mundial envelhece, os casos de demência também crescem e o tipo mais comum é o Alzheimer. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 150 milhões de pessoas serão afetadas com algum tipo de demência até 2050. Essa realidade demonstra a necessidade da construção de estratégias que auxiliam na convivência com pessoas que sofrem com a Doença de Alzheimer (DA).

Segundo uma das coordenadoras do GAM, professora Luana Machado, o grupo cria uma rede de suporte social para os cuidadores, fortalecendo o relacionamento interpessoal por meio do conhecimento das vivências de cuidados à pessoa com Alzheimer. (José Américo Castro).

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