Caso INSS: quatro delações seguem sem decisão da PF e da PGR

Quatro personagens considerados importantes nas investigações sobre as fraudes no INSS estão há meses aguardando uma definição sobre propostas de colaboração premiada. Entre os interessados estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira, o ex-diretor de benefícios André Fidelis, o filho dele, Eric Douglas Fidelis, e o empresário Maurício Camisotti. As negociações ainda não foram rejeitadas nem homologadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A reportagem é do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, as propostas podem trazer informações sobre o funcionamento do esquema de descontos ilegais em aposentadorias, além de possíveis conexões com políticos e outras pessoas investigadas. Virgílio Oliveira, por exemplo, teria apresentado mais de 120 páginas de anexos e se comprometido a devolver valores desviados. Camisotti, apontado pela PF como operador financeiro do esquema, teve sua primeira proposta refeita após a ausência do Ministério Público Federal nas negociações iniciais.

A demora preocupa as defesas dos possíveis delatores, que temem que as informações fornecidas durante as negociações sejam utilizadas nas investigações antes da formalização dos acordos, reduzindo o interesse em uma colaboração. A PF afirma que as tratativas continuam e que há interesse nos depoimentos, enquanto as investigações avançam em outras frentes. Segundo a apuração citada, o esquema de descontos teria movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.

Por Redação/Folha

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