Entidades protocolam mais de 100 ofícios num só dia e cobram votação do PL da misoginia
Entidades e movimentos em defesa dos direitos das mulheres se articularam numa ofensiva e protocolaram mais de 100 ofícios nesta terça-feira (14) para cobrar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação do PL da Misoginia.
O projeto inclui a misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação, e equipara ao crime de racismo.
A proposta é prioridade do governo Lula, mas ainda enfrenta muita resistência entre os parlamentares da direita.
A coordenadora do grupo de trabalho que discutiu o projeto, deputada Tábata Amaral (PSB-SP), tenta um consenso em torno do tema.
O movimento feito nesta terça busca pressionar o presidente da Casa a votar o tema ainda nesta semana, antes do recesso.
O protocolo dos mais de 100 ofícios foi feito remotamente e também de forma presencial no Salão Verde da Câmara.
A urgência do PL da Misoginia foi aprovada no dia 1° de julho e o texto está pronto para ser votado no plenário.
Nos documentos, os grupos afirmam que a aprovação do regime de urgência reconheceu a necessidade de uma resposta legislativa ao tema. "Fizemos esse apelo para que Hugo Motta ouça as mulheres mobilizadas em todo o país e coloque o PL em pauta", disse Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas.
Como o projeto já passou pelo Senado, basta que ele seja aprovado na Câmara para ir à sanção presidencial.
Por Gabriela Echenique/Folhapress
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