Otto Lobo retira sete superintendentes em primeiro ato à frente da CVM
O recém-empossado presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo, retirou sete nomes de cargos de confiança em seu primeiro ato à frente da autarquia nesta segunda-feira (8). As mudanças afetam áreas que não são responsáveis diretas pela fiscalização do mercado de valores mobiliários.
Segundo comunicado da CVM, os novos indicados serão anunciados em breve e os servidores que ocupavam as posições até então permanecerão no quadro permanente da autarquia.
A renovação, segundo nota da CVM, é fruto de uma análise que apontou a possibilidade de melhor aproveitamento de pessoal. "Analisei com cuidado o funcionamento da autarquia e cheguei à conclusão de que determinadas áreas estratégicas precisam de novos olhares para desbloquear o potencial que existe aqui dentro", disse Lobo no comunicado.
Foram substituídos: o superintendente-geral, Florisvaldo Justino Machado Gonçalves; o superintendente de tecnologia da informação, Carlos Cesar Valentim Alves; a superintendente administrativo-financeira, Cíntia de Miranda Moura; o superintendente seccional de desenvolvimento e modernização institucional, Daniel Valadão de Sousa Corgozinho; o superintendente de desenvolvimento de inteligência, Geraldo Pinto de Godoy Junior; a superintendente de planejamento e inovação, Vera Lucia Simões Alves Pereira de Souza e o chefe da assessoria de análise econômica, gestão de riscos e integridade, Bruno Barbosa de Luna.
A CVM agradeceu os servidores dispensados "pelos serviços prestados ao órgão e ao país, sendo certo que eles continuarão a contribuir para o avanço do mercado de capitais brasileiro".
Os superintendentes da CVM ocupam cargos de confiança sob indicação direta do presidente da autarquia. A nova liderança terá o desafio de enfrentar a transformação digital do mercado de capitais e a necessidade de que a CVM esteja equipada para supervisioná-lo à altura, afirmou o órgão.
O mandato de Lobo, indicado à autarquia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciou esta semana e vai até 14 de julho de 2027. Quando Lula encaminhou a indicação ao Senado, em janeiro, o nome do advogado foi mal-recebido no mercado financeiro por tomar decisões favoráveis ao dono do Master, Daniel Vorcaro, quando era presidente interino da CVM e diretor da autarquia.
Uma semana após assumir o cargo, na contramão da área técnica do órgão, Lobo tomou uma decisão favorável ao Banco Master, que livrou o banco e os empresários Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior de um inquérito que apurava suposta ação orquestrada para elevar o preço das ações da Ambipar, empresa de gestão de resíduos.
Lobo ocupou a presidência da CVM de forma interina até dezembro de 2025, após a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento do comando da autarquia, em julho de 2025. O advogado está na CVM desde 2022, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por Folhapress
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
Berilo: Beleza que vem da natureza
Facilite Proteja seu carro_(73)98168-6333
SOLIDY Beneficios-Ipiaú
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque
Ótica São Lucas
RC Crédito
CLIO: Imagens Odontológicas
Postagens mais visitadas
- PRF apreende anabolizantes, medicamentos para emagrecimento e mercadorias estrangeiras durante fiscalização na BR-262, em Juatuba (MG)
- Veículo de empresário de Ipiaú desaparecido desde a última terça-feira é encontrado com corpo em área rural
- PGR pede para inquérito de respiradores de Rui Costa voltar ao STF: ‘Assinou contrato prejudicial’
- PMBA recupera motocicleta com restrição de roubo em Dário Meira

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente esta matéria.