Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de agressão a empregado em fábrica da Midea
Empresa afirma que adotou providências e que afastou gestor envolvido no caso
O MPT-MG (Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais) apura uma denúncia de agressão contra um funcionário da fábrica da Midea em Pouso Alegre, no sul do estado.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, o trabalhador, do setor de qualidade, foi agredido durante o expediente por um gerente no dia 15 de junho. A entidade afirma que ele recebeu socos na região das costelas e foi atingido com uma borracha de vedação de geladeiras, conhecida como gaxeta, produzida na própria fábrica.
Em nota, a Midea informou que adotou providências imediatas após tomar conhecimento do caso, incluindo o afastamento do gestor.
"Desde que tomou conhecimento do episódio ocorrido na unidade de Pouso Alegre, a Midea Indústria do Brasil adotou de forma imediata as providências cabíveis para apuração e tratamento da ocorrência, incluindo o afastamento do gestor", disse a empresa.
Interlocutor da empresa ouvido pela reportagem afirma que houve uma agressão envolvendo um gestor e um colaborador, mas não nas dimensões descritas pela entidade. Diz ainda que a investigação interna sobre o episódio segue em andamento.
O MPT informou que recebeu denúncia sobre o caso e que ela já foi distribuída para apuração. O órgão não deu detalhes sobre o procedimento.
A denúncia levou o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre a realizar, na noite de 23 de junho, uma mobilização em frente à fábrica. Segundo a entidade, cerca de 1.200 trabalhadores participaram de uma paralisação em protesto contra a agressão e contra supostos casos de assédio moral e más condições de trabalho.
A Midea nega que tenha havido paralisação na unidade.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o sindicato afirma que vinha recebendo, nos últimos meses, denúncias de assédio moral, assédio sexual, pressão excessiva por produção e restrições ao uso de banheiros na fábrica.
O sindicato cobra medidas para garantir a segurança dos trabalhadores, entre elas estabilidade provisória ao funcionário agredido, suporte psicológico aos envolvidos e a responsabilização do gestor apontado na denúncia.
Por Folhapress
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