Marcha dos Prefeitos mistura vaias, aplausos e disputa política em Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou nesta terça(19) da 27ª Marcha de Prefeitos
O dia foi cheio nesta terça-feira (19) para quem participou da 27ª Marcha de Prefeitos, encontro anual realizado em Brasília com gestores municipais de todo o país. Entre vaias e aplausos, todos, ao menos aparentemente, deixaram o evento, que acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), inteiros.

No CICB, discursaram neste segundo dia de evento (que vai até quinta-feira, dia 23) nomes como o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB); o do comandante do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o do presidenciável e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que falou por cerca de 30 minutos após revelar à imprensa o encontro com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.


Flávio Bolsoaro fez um discurso com críticas ao governo Lula (PT), que pode participar do evento na quinta-feira, e acenos a grupos mais distantes de candidatura, como mulheres e nordestinos. Ele não participou da rodada de perguntas e respostas que costuma ocorrer no evento organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Mais cedo, o senador se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo do Banco Master.

Alckmin - Quem também recebeu vaias no evento foi Geraldo Alckmin. Ele foi chamado para discursar, logo após falas dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. O vice-presidente aguardou alguns segundos para iniciar seu discurso em meio a críticas e aplausos. Ao começar, destacou os tempos em que também foi prefeito — Ele governou Pindamonhangaba entre 1977 e 1982.

A maioria dos gestores municipais do país é vinculada a partidos de centro e de direita. A Bahia é uma exceção. A União dos Municípios da Bahia (UPB), que apoiou a marcha, informou ter levado a Brasília mais de 800 representantes, entre prefeitos e assessores. Vários foram vistos perambulando pelo Distrito Federal, nos gabinetes e casas dos parlamentares, sobretudo dos senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos).

A pauta do evento este ano é a defesa da redução da alíquota patronal do INSS paga pelas prefeituras para atenuar o déficit nos cofres municipais, a discussão sobre a reforma tributária, e a divisão dos royalties do petróleo, além do reforço na agenda de igualdade racial, saneamento, emergência climática, educação e segurança pública. Há, ainda, a previsão de conversas com todos os presidenciáveis.

Por Política Livre

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