EUA bombardeiam sul do Irã durante acordo de cessar-fogo

             Pentágono diz que objetivo era proteger militares de 'ameaças das forças iranianas'

As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam o sul do Irã nesta segunda-feira (25), em meio ao cessar-fogo e a negociações para encerrar a guerra entre os países. Segundo o Pentágono, os ataques foram preventivos com o objetivo de proteger soldados.

"Os bombardeios tiveram como alvo lançadores de mísseis e barcos que tentavam depositar minas no mar", disse o Comando Militar Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio. "Continuamos a defender nossas tropas com ataques moderados durante o cessar-fogo em vigor", afirmou em nota.

Uma autoridade americana, sob anonimato, disse à emissora Fox News que uma base de mísseis iraniana tentou atingir caças dos EUA, o que teria provocado a reação. Barcos que se dirigiam ao estreito de Hormuz com o objetivo de miná-lo também foram avistados e destruídos, disse essa autoridade.

O Irã não se pronunciou até a última atualização deste texto, e não é possível saber como o caso impacta as negociações de paz em curso entre Washington e Teerã.

O presidente americano, Donald Trump, disse mais cedo que o acordo com o Irã será excelente e significativo ou não haverá acordo algum, sinalizando que o fim da guerra pode estar mais distante do que se esperava.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou também nesta segunda que os EUA chegarão a um bom acordo com o Irã ou lidarão com o país "de outra forma".

Os EUA darão à diplomacia todas as chances de sucesso antes de explorar as "alternativas", disse Rubio. Há "algo bastante sólido em jogo no que diz respeito à capacidade deles de abrir o estreito, conseguir que o estreito seja aberto, entrar em uma negociação muito real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear, e esperamos conseguir isso", declarou.

O regime persa também alertou nesta segunda que, embora tenham havido avanços nas negociações, ambos os lados ainda não estão perto de chegar a um acordo para o fim do conflito.

A guerra, desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, levou ao fechamento quase completo do estreito de Hormuz e a bombardeios do Irã contra outros países da região, bem como ao aumento dos preços da energia.
Por Folhapress

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