Enquanto Desenrola patina, bancos oferecem renegociações próprias

Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do novo programa
"O ministro Dario Durigan (Fazenda) durante assinatura da MP referente ao Novo Desenrola Brasil"
Lançado pelo governo na segunda-feira (4), o Desenrola 2.0 ainda não engatou. Apenas nesta quarta-feira (6) que os trâmites finais de liberação do FGO (Fundo de Garantia de Operações) foram feitos, o que arrastou a disponibilização do programa nos canais dos bancos. Quem tentou renegociar, encontrou dificuldades.

As instituições apontam que o programa deve começar para valer nesta quinta-feira (7). Bradesco e Santander, inclusive, disponibilizaram apenas pré-cadastros na quarta (6).

Neste início conturbado, o volume de negociações foi baixo. Após receber mais de 40 mil pré-cadastros até terça (5), o Banco do Brasil realizou apenas 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do novo programa do governo federal. Segundo a estatal, as operações somam cerca de R$ 3 milhões.

Neste meio tempo, a instituição ofereceu condições especiais de renegociação para clientes que não se encaixam nos critérios do Desenrola. Com eles, foram firmados 10,1 mil novos acordos, que somaram R$ 94,8 milhões.

"Com o anúncio do programa e a maior interesse pelos clientes, o BB notou um aumento significativo na procura durante esta semana. Para se ter uma ideia, a quantidade de renegociações, considerando todos os públicos, saltou 87% na comparação com o início da semana passada", disse o banco, em nota.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda disse que o acesso das sete maiores instituições financeiras do país ao sistema do FGO está funcionando normalmente e que as demais instituições providenciam a habilitação. As sete instituições citadas pela Fazenda são: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, Nubank e Inter.
Por Júlia Moura/Folhapress

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