Uma civilização inteira vai morrer hoje, diz Trump em nova ameaça ao Irã

Donald Trump
Em uma das ameaças mais contundentes ao regime e à população do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em uma rede social na manhã desta terça-feira (7) que uma "civilização inteira" vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, "todas as pontes e todas as usinas de energia" do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Na mesma publicação, Trump fez referência à morte de lideranças iranianas e escreveu que pessoas "menos radicalizadas" agora estão à frente do país, o que poderia sinalizar abertura para negociações.

"Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?", acrescentou Trump. "Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo."

Apesar da morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ainda no início da guerra em curso, o regime iraniano permanece no poder. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor e assumiu a liderança do país.

A mensagem de Trump sobre a administração de Teerã ainda contradiz posicionamento do republicano. Em março, ele classificou a escolha de Mojtaba como líder supremo de "grande erro", disse não estar contente e sinalizou que pretendia indicar uma pessoa para substituir o filho de Ali Khamenei.

Trump também classificou na publicação os últimos 47 anos —período que coincide com a Revolução Islâmica do Irã— como marcados por "extorsão, corrupção e morte". Ao final, encerrou a mensagem com uma bênção ao "grande povo do Irã".

Por Folhapress

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