J. D. Vance chega ao Paquistão para negociações com o Irã

Conversa, se bem sucedida, pode encerrar a guerra travada entre os dois países que já tem duração de seis semanas.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance
Líderes dos EUA e do Irã se reúnem na capital paquistanesa, Islamabad, neste sábado (11), para negociações que podem encerrar a guerra de seis semanas travada entre os dois países.

A delegação dos EUA, que é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance e inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do mandatário americano, Jared Kushner, chegou em dois aviões da Força Aérea dos EUA a uma base aérea em Islamabad na manhã de sábado.

Ali, eles foram recebidos pelo chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.

A delegação iraniana, encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chegou na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outros iranianos. Eles carregavam sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola próxima a um complexo militar, afirmou o governo iraniano na plataforma X.

De acordo com o jornal The New York Times, as delegações americanas e iranianas se reuniram separadamente com mediadores paquistaneses, dando início a rodadas que têm o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Ainda está incerto se as negociações serão conduzidas frente a frente ou mediadas por meio de paquistaneses. Nas rodadas do começo do ano, um ritual bizantino era adotado: os americanos passavam suas demandas ao chanceler omani, que as repassava aos iranianos, e vice-versa.

O encontro ocorre em um momento de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e Irã, quando Teerã, havia lançado dúvidas sobre as conversas, afirmando que qualquer acordo teria de incluir ataques ao Líbano e fim de sanções.

O diálogo será o de maior escalão entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.
Por Folhapress
Publicidade:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente esta matéria.