BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bi após rombo deixado pelo caso Master-- Por Nathalia Garcia/Folhapress

Sede do BRB
Os acionistas do BRB (Banco de Brasília) aprovaram nesta quarta-feira (22), em assembleia geral extraordinária, aumento de capital social da instituição de até R$ 8,8 bilhões. A ação busca cobrir o rombo deixado por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O aporte sugerido pelo banco a seus acionistas é de até R$ 8,817 bilhões. Conforme a estrutura definida, a subscrição mínima é de R$ 536 milhões.

Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,344 bilhões. Considerando o valor mínimo, ele subirá para R$ 2,88 bilhões. No caso do máximo, o capital saltará para R$ 11,161 bilhões.

O banco é organizado sob a forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, e seu acionista controlador é o governo do Distrito Federal, com 53,71% das ações totais.

O Distrito Federal, porém, não tem os recursos necessários em caixa para fazer o aporte no banco e recorre a um processo de captação.

Em março, foi sancionada uma lei autorizando o governo distrital a executar ações para socorrer o banco, como a contratação de até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ou instituições financeiras.

Na assembleia, foi dada autorização para o conselho de administração do BRB praticar todos os atos necessários à implementação do aumento de capital.

Os acionistas também homologaram a nomeação para o conselho de administração do atual presidente do BRB, Nelson de Souza, além de Joaquim Lima de Oliveira e de Sergio Iunes Brito.

A reportagem da Folha acompanhou a assembleia na condição de acionista, como detentora de uma única ação fracionada, e se absteve na votação sobre todos os itens da pauta. A participação acionária dessa dimensão não é suficiente para interferir no resultado da assembleia, que teve a votação de acionistas detentores de 284,16 milhões de ações do BRB.

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