Toffoli se declara suspeito para julgar pedido de CPI do Master

Magistrado alegou motivo de foro íntimo para não julgar

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffol
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido de instalação da CPI do Banco Master.

"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo", afirmou ele em seu despacho.

O pedido à Corte para que determine a instalação da CPI foi feito pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Ele alega que, apesar de 201 deputados terem assinado o pedido de instalação da comissão, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se recusa a instalá-la, alegando que ela tem que entrar em uma fila de pedidos de CPI antes de ser efetivada.

No texto, Toffoli ressalta inicialmente que os ministros do STF já declararam que ele não é suspeito para julgar casos que envolvam oBanco Master.

"Foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada 'Operação Compliance Zero'", afirma ele, referindo-se a reunião do dia 12 de fevereiro em que os magisrados do Supremo afirmaram que ele poderia participar de qualquer julgamento.

Toffoli havia sido sorteado no fim do ano passado para relatar o processo contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Supremo.

Ele deixou a relatoria do caso, no entanto, depois que a PF (Policia Federal) apresentou um relatório ao presidente da Corte, Edson Fachin, afirmando ter encontrado menções a Toffoli no celular de Vorcaro e mensagens apontando para pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem o magistrado entre seus sócios.

A Maridt era dona do resort Tayayá, que fica no Paraná e que foi vendido para um fundo ligado ao ex-banqueiro.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

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