Ipiaú se despede de Zezito da Padaria, exemplo de trabalho e família

Faleceu na noite deste sábado (14), em Ipiaú, José Carneiro Barreto, conhecido popularmente como Zezito da Padaria, de 96 anos, figura bastante conhecida e estimada na comunidade local. A causa da morte não foi divulgada. O velório acontece na residência da família, localizada na Rua Siqueira Campos, nº 171. O sepultamento está previsto para este domingo (15), no Cemitério Jardim da Saudade 2, conhecido como cemitério novo.
Zezito deixa a esposa Olga, com quem viveu um longo casamento marcado pela convivência de mais de 73 anos. A união do casal, iniciada em 31 de maio de 1952, era frequentemente lembrada por familiares e amigos como um exemplo de companheirismo e dedicação. Do relacionamento nasceram filhas, que posteriormente deram ao casal netos e bisnetos.

Naturalmente ligado à vida comunitária e religiosa, Zezito construiu grande parte de sua história em Ipiaú, para onde se mudou com a esposa no início de 1953. Na cidade, estabeleceu-se no comércio como proprietário do Armazém e Padaria Ipiaú, localizado na Rua Alfredo Brito, empreendimento que manteve por cerca de 36 anos. Durante esse período, contou com o apoio constante da esposa Olga, que colaborava nas atividades da padaria e se dedicava à família.

Além da atuação no comércio, Zezito também participou de diversas entidades da sociedade civil. Foi integrante da Loja Maçônica Fraternidade Rionovense, onde ocupou diversos cargos e chegou a exercer a função de Venerável Mestre. Também esteve entre os fundadores da Associação Comercial de Ipiaú e, por algum tempo, integrou o Rotary Club do município.

No campo religioso, Zezito e Olga também tiveram participação ativa. Embora viesse de uma família católica, Zezito se converteu à fé evangélica no início de 1993, sendo batizado em dezembro do mesmo ano, ao lado da esposa, na Primeira Igreja Batista de Rio Novo, pelo pastor Paulo Júnior. Conhecido por sua vida simples, dedicação ao trabalho e valores familiares, Zezito deixa um legado marcado pelo respeito da comunidade e pela contribuição à história do comércio e da vida social de Ipiaú. *Redação / Giro Ipiaú

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