Guerra no Irã: Mais de 20 países se dizem prontos para ajudar a acabar com bloqueio em Hormuz
Grupo afirma que contribuirá com esforços para garantir passagem segura pelo localPorto de Bandar Abbas, situado no Estreito de OrmuzMais de 20 países denunciaram neste sábado (21) o bloqueio do estreito de Hormuz por parte do Irã e afirmaram estar prontos para contribuir para garantir uma navegação segura pelo local, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
"Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", afirmou o grupo de 22 países, em sua maioria de nações europeias e que inclui os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.
"Condenamos com máxima veemência os recentes ataques do Irã contra navios mercantes desarmados no Golfo, os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas e de gás, e o fechamento na prática do estreito de Hormuz", declararam no comunicado conjunto.
Em meio à disparada do preço de petróleo e com a continuidade dos ataques, a proposta feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de criar uma coalização entre países para fazer uma escolta de navios-petroleiros para cruzar o estreito de Hormuz voltou a ser discutida.
Na última quinta-feira (19), seis países (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Holanda) divulgaram um comunicado conjunto em que declaram estarem dispostos a apoiar a iniciativa. "Nos declaramos dispostos a contribuir aos esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo estreito de Hormuz", afirmaram os países.
A OMI (Organização Marítima Internacional), vinculada à ONU, sugeriu da criação de um "corredor seguro" para retomar o tráfego em Hormuz. "É uma medida provisória e urgente", indicou a entidade, que disse que o corredor deve "facilitar a evacuação dos navios mercantes das áreas de alto risco e afetadas para um local seguro".
Uma reportagem do jornal Financial Times afirmou que o governo Trump estuda a possibilidade de exigir a cobrança da aquisição de um seguro para que os navios sejam escoltados por tropas dos EUA na região. A apólice seria cobrada dos proprietários das embarcações e o programa seria administrado pela DFC (Development Finance Corporation), que é um braço de investimento internacional do governo.
Segundo o jornal, o modelo discutido inclui a cobrança de seguro para casco, maquinário e carga. A publicação afirma que seguradoras comerciais estão oferecendo cobertura para o tráfego em Hormuz por cerca de 3% a 5% do valor de um navio. Isso significa que um petroleiro avaliado em US$ 100 milhões pagaria aproximadamente US$ 3 milhões a US$ 5 milhões pela cobertura. Porém a maioria dos navios se recusou a comprar o seguro.
Por Folhapress
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