À espera de denúncia, aliados de Bolsonaro traçam cronograma para prisão
Nos bastidores, interlocutores do ex-presidente, com trânsito no meio jurídico, reconhecem que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode acelerar o andamento do caso, visando uma eventual condenação até dezembro deste ano. O objetivo seria evitar que o julgamento se arraste até 2026, ano eleitoral.
Indiciado pela Polícia Federal em novembro passado por abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa – crimes que somam até 28 anos de prisão –, Bolsonaro aguarda o parecer da equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O grupo analisa as 884 páginas do relatório da investigação para embasar a denúncia.
Aliados do ex-presidente esperam que, após a apresentação da acusação formal pela PGR, o ministro Alexandre de Moraes acelere o trâmite e leve o recebimento da denúncia à Primeira Turma do STF já em março. Conforme antecipado pelo GLOBO, integrantes do colegiado cogitam aumentar a frequência das sessões – atualmente quinzenais, às terças-feiras – para dar mais celeridade à análise do caso
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