Caso Biden pode forçar PT a antecipar avaliação sobre sucessor de Lula, por Raul Monteiro*
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| Lula e Joe Biden em encontro nos Estados Unidos |
Não que o presidente brasileiro dê os sinais de senilidade ou de problemas cognitivos que teriam ficado evidentes em Biden no debate em que sua atuação contra o adversário Donald Trump foi considerada catastrófica. Pelo contrário, Lula, depois de ter passado por várias perdas na família, uma prisão e vários dissabores políticos, além de ter superado um câncer, não apenas parece exibir uma saúde de ferro, aos 78 anos de idade, como, sempre que pode, faz questão de exaltar estar em excelente estado físico e mental, inclusive com exemplos e citações, deixando claro para o eleitor que está em plena forma.
O problema é que ele vai completar 81 anos dois dias depois do segundo turno das eleições à próxima sucessão presidencial, as quais ocorrerão em 27 de outubro de 2026. Trata-se da mesma idade com que Biden se encontra hoje, o que o torna o presidente mais velho da história dos Estados Unidos. Exatamente como o congênere norte-americano, Lula é também o presidente mais velho do Brasil, depois de ter assumido seu terceiro mandato para comandar o país aos 77 anos de idade. O ponto de conexão entre as duas histórias, ressaltada pelo drama vivido por Biden, é quanto à condição de alguém nesta faixa etária para governar um país como o Brasil.
Em outras palavras, por mais que mantenha daqui a dois anos o mesmo vigor que exibe hoje, situação que transforma a discussão do tema no momento no PT numa espécie de tabu sobre o qual ninguém deseja falar de forma pública nem aberta, a eventualidade de Lula ganhar uma nova eleição nesta faixa etária não tem como deixar a legenda nem os petistas dos quais é mais próximo confortáveis. Mesmo porque ninguém sabe como poderá se comportar o presidente nos anos subsequentes à eleição, ainda mais submetido à mesma rotina de atividades e estresse que qualquer presidente enfrenta no dia a dia.
Um setor do partido, aliás, acha que exatamente por esta razão o PT deveria forçar uma discussão interna sobre a sucessão do presidente e, naturalmente, sobre o melhor nome para substituí-lo, com o objetivo de evitar que a legenda seja colhida pela mesma surpresa com que os democratas foram pegos nos EUA. Antecipar o debate seria também uma forma de não ser obrigado a travá-lo no momento em que o postulante já possa estar convivendo com problemas de discernimento, o que parece ter acontecido com o próprio Biden, cuja bela trajetória política não merecia um desfecho tão constrangedor.
*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje na Tribuna.
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