Superintendente da PF na Bahia nega segurança a membros da CPI do MST e relator pedirá indiciamento
O superintendente da Polícia Federal (PF) na Bahia, Flavio Marcio Albergaria Silva, rejeitou pedido da CPI do MST que queria proteção para fazer diligências em Prado (BA) e Porto Seguro (BA) nesta quinta-feira e sexta-feira, 24 e 25.
Silva argumenta que o pedido de segurança não se enquadra no rol de pessoas que podem receber proteção temporária da PF. O presidente da CPI do MST e o relator, Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) e Ricardo Salles (PL-SP) dizem que as outras três idas do colegiado a São Paulo, Goiás e Alagoas tiveram o apoio do grupo.
Segundo Salles, a negativa implica no indiciamento do superintendente. Além disso, ele já acionou a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Justiça e Corregedoria da PF para notificar o caso. “A negativa da requisição constitui embaraçar investigação e pode ocorrer inquérito ou ação em CPI”, disse.
Em uma operação de urgência, Zucco e Salles foram conversar com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para pedir apoio a pedido a outras instâncias. A investida tenta o apoio ou da Polícia Legislativa ou da Polícia Rodoviária Federal para substituir na operação. Ele telefonou para o deputado Nicoletti (União-RR), pedindo apoio emergencial da PRF. Há um receio de Salles que, só com o apoio da Polícia Militar da Bahia e teriam de cancelar a ida. “Eu conheço aquela região”, disse Salles a Zucco pouco depois do fim da sessão desta quarta-feira.
Na semana passada, frente ao secretário de Segurança Pública do Estado, Marcelo Werner, e o comandante-geral da PM-BA, Paulo José Reis de Azevedo Coutinho, Salles contou de um episódio em que foi atacado e a polícia não reagiu. “Fomos emboscados pelo MST e pelo Partido da Causa Operária, e os oficiais da Polícia Militar e os praças da Polícia Militar que lá estavam não fizeram nada. Assistiram, de braços cruzados, aos carros da comitiva do governo serem depredados”, disse, lembrando de uma ida quando era ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro. “O sujeito do PCO subiu no para-brisa do meu carro e ficou pulando em cima do para-brisa, do lado do major da PM, e o para-brisa estourou em cima de mim. Eu fiquei cheio de caco de vidro, e o major da PM não fez nada. Eu guardo para mim essa experiência, infelizmente, da Polícia Militar da Bahia”.
A diligência da CPI do MST procura apurar denúncias, segundo Zucco, de trabalho análogo na escravidão nos assentamentos. A visita é tida como uma das mais importantes da CPI e um dos últimos passos antes da apresentação do relatório.
Levy Teles/Estadão
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