Fala de Zema sobre Nordeste tem apoio de 59% dos nordestinos, diz pesquisa

Romeu Zema, governador de Minas Gerais
Os brasileiros apontam uma contradição ao avaliar a declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre o Nordeste. A maioria, 57%, concorda com o mineiro. No entanto, 61% acham que a fala deveria ser evitada.
Pesquisa Genial/Quaest, obtida com exclusividade pela Coluna, destacou que Zema “disse que os governadores do Sul/Sudeste montaram um consórcio para ter mais protagonismo econômico e político no País e fazer frente à força do Nordeste”. O estudo, porém, não aborda a declaração de Zema em entrevista ao Estadão que gerou o maior volume de críticas ao governador, quando compara o Nordeste com “vaquinhas que produzem pouco”.
Zema não desagradou pelo que pensa mas pela forma que falou, avalia Felipe Nunes
“Na minha avaliação não há qualquer incoerência. Esses resultados revelam a própria natureza da avaliação política no país. O nosso eleitor vê como natural a disputa por protagonismo e força política, mas acha inapropriado que um governador instigue a rivalidade regional ao fazer a defesa nesses termos”, avaliou Felipe Nunes, fundador e CEO da Quaest.
Para Felipe Nunes, o problema foi a maneira que o governador abordou o tema. “Ou seja, Zema não desagradou pelo que pensa ou disse, mas pela forma como escolheu abordar a situação. E na política, forma também é mensagem”.
O que pensam os nordestinos sobre a declaração de Zema
A reação dos nordestinos chama atenção no levantamento. Foi entre eles que Zema conseguiu maior ressonância, 59% disseram que concordam com a fala sobre a atuação do Consórcio Sul-Sudeste.
Após informar a declaração de Zema sobre a atuação dos governadores dos Estados do Sul e Sudeste num consórcio em defesa dessas regiões, os pesquisadores perguntaram se os entrevistados sabiam da informação; se concordavam ou discordavam; se deveria ser evitada ou não havia problema; e, por fim, se acham que o Brasil deveria permanecer unido. Sobre este item, 85% foram taxativos na opção pela união nacional.
O maior índice dos que concordam com Zema está entre as pessoas que ganham até dois salários mínimos (62%) e as que têm ensino fundamental e médio (59%). O levantamento também fez uma relação entre eleitores no segundo turno da corrida presidencial de 2022. Dos que votaram em Bolsonaro, 61% concordam com Zema. Entre os eleitores de Lula, 54% ratificam a fala do governador.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2029 pessoas com 16 anos ou mais. A coleta de dados foi feita em entrevista presencial, de 10 a 14 de agosto. A margem de erro é de 2.2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Roseann Kennedy/Estadão Conteúdo
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