Comandante-geral da PM relaciona ações criminosas na capital à soltura de presos na pandemia

Coronel Anselmo Brandão mencionou casos recentes, dentre os quais um que terminou com 5 suspeitos mortos em S. Gonçalo do Retiro
Comandante-geral da PM-BA, coronel Anselmo Brandão (Foto: Matheus Morais/bahia.ba)
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão, criticou nesta quarta-feira (19) medidas judiciais que possibilitaram a soltura de presos durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo Brandão, com a saída de detentos que estavam no regime fechado, Salvador passou a registrar nos últimos dias diversas ações protagonizadas por facções criminosas —na mais recente, no bairro de São Gonçalo do Retiro, a polícia conseguiu apreender fuzis, metralhadoras e drogas. Na ocasião, cinco suspeitos morreram em um suposto confronto com os agentes.

“Tem várias variáveis para serem analisadas. Uma das grandes variáveis, nós não queremos culpar a Justiça, é que muitos presos que estavam em regime semiaberto foram para regime domiciliar. Muitos presos que estavam em regime fechado também foram para regime domiciliar. Só que não estão nos domicílios. Estão nas ruas, operando. A gente tem observado esse crescimento justamente devido a isso. Até líder de facções criminosas de Salvador, são vários. A gente percebe que eles estão fazendo essa movimentação”, declarou em entrevista coletiva em evento no Quartel Geral da PM no Largo dos Aflitos.

“Mas o mais importante é que nós temos nos antecipado, e essa antecipação parte com ações efetivas”, acrescentou o comandante-geral.

Alexandre Santos / Matheus Morais

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