27/01/2013 13h40 - Atualizado em 27/01/2013 14h48 Inicialmente, seguranças tentaram barrar saída de boate, diz estudante
O estudante de medicina Murilo de Toledo Tiecher, de 26 anos, foi um dos primeiros a sair da boate Kiss, em Santa Maria
(RS), quando o incêndio começou a atingir o estabelecimento, na
madrugada deste domingo (27). Ele conta que, inicialmente, seguranças
tentaram impedir a saída dos clientes, mas logo perceberam a fumaça e
liberaram a saída.
Tiecher diz também que a saída foi dificultada por uma grade colocada perto da porta para organizar a fila de entrada.
O incêndio deixou mais de 240 mortos, segundo último boletim divulgado
pela Brigada Militar. O resgate dos corpos no local da tragédia foi
concluído no final da manhã. Pelo menos outras 131 pessoas ficaram
feridas e foram levadas para atendimento em hospitais da região. O
número total de vítimas fatais e de feridos ainda é desconhecido.
“Tinha só uma saída e começou a afunilar por causa da grade que eles
põem para organizar a fila de entrada. Teve empurra-empurra, todo mundo
se espremendo, eu tive que pular a grade para poder me desvencilhar”,
conta.
Segundo o estudante, logo que conseguiu passar da grade, ele se deparou
com seguranças na porta da boate que estavam de braços abertos tentando
impedir a saída das pessoas. “Parecia que eles não sabiam da gravidade
da situação, que havia um incêndio lá dentro, parecia que eles achavam
que as pessoas estavam saindo por causa de briga e eles não queriam que
as pessoas saíssem sem pagar”, diz.
Tiecher diz que após cerca de 2 minutos, quando a fumaça já estava
saindo pela porta da boate, os seguranças passaram a ajudar as pessoas a
saírem do local.
“Fizeram errado de impedir a saída das pessoas. Poderiam não ter segurado a porta e ajudado logo. Em questão de minutos você pode salvar muita gente. Eles poderiam ter agido mais rápido, agiram mal num primeiro momento, mas depois eles ajudaram. Foi uma questão de 2 minutos”, conta.
“Fizeram errado de impedir a saída das pessoas. Poderiam não ter segurado a porta e ajudado logo. Em questão de minutos você pode salvar muita gente. Eles poderiam ter agido mais rápido, agiram mal num primeiro momento, mas depois eles ajudaram. Foi uma questão de 2 minutos”, conta.
O estudante relatou no Facebook sua indignação em relação ao fato de os
seguranças barrarem em um primeiro momento a saída das pessoas. Ele
conta que fez isso logo depois de chegar em casa. Sua declaração causou
grande repercussão.
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