Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Os outros 23 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

Quem se posicionou contra a PEC

  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Jaime Bagattoli (PL-RO)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Quem se posicionou pela proposta

  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Jader Barbalho (MDB-PA)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Professora Dorinha Seabra (União-TO)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Jorge Seif (PL-SC)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Lourdinha Pereira (PSB-MA)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Camilo Santana (PT-CE)
  • Weverton Rocha (PDT-MA)

COMO FOI A VOTAÇÃO

A aprovação ocorreu depois de mais de quatro horas e meia de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.

Durante a discussão, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas nos primeiros 60 dias após a promulgação e, 12 meses depois, para 40 horas. A mudança não poderá resultar em redução salarial e estabelece duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

Agora, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

 Por Gabriela Cecchin e Cristiane Gercina, Folhapress

Otto Alencar provoca Rogério Marinho e oferece ‘remédio tarja preta’ a opositor; veja vídeo

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD)
Durante a discussão da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (2), o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD), provocou o senador Rogério Marinho (PL) ao oferecer Lexotan ao colega, sob a justificativa de que Marinho estaria “muito nervoso” durante a sessão. O medicamento é de tarja preta e atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e, por isso, exige prescrição médica e controle na comercialização.

A situação aconteceu após o liberal apresentar uma questão de ordem ao presidente da CCJ. Ao responder ao parlamentar, o pessedista fez a primeira provocação.

“Eu estou passando para vossa excelência. Vossa excelência está muito nervoso hoje. Eu trouxe até Lexotan, se o senhor quiser. Quer o Lexotan?”, indagou.

O oposicionista agradeceu a oferta, no entanto, o cacique do PSD na Bahia continuou com a brincadeira e citou outros medicamentos que, de acordo com ele, também estavam em seu bolso.

“Se quiser Lexotan, eu lhe dou agora. Eu me preocupei, eu trouxe hoje Lexotan, Adalat sublingual para pressão alta e Isordil para infarto. Está tudo no bolso. Se vossa excelência quiser, eu sirvo agora mesmo”, continuou.

A “brincadeira” ganhou a participação do senador Zequinha Marinho (Podemos), que acrescentou outro medicamento à provocação feita por Otto.

“Uma bandinha de Rivotril, não é, presidente?”, disse Zequinha.

Marinho então encerrou a troca de comentários classificando como diversificado o conjunto de medicamentos apresentado pelo presidente da CCJ.

“Para muitos gostos”, afirmou o senador.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre



 

Polícia Federal estaria montando articulação para “dar troco” em André Mendonça

Uma ala da Polícia Federal estaria se articulando para “dar troco” no ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, do colunista Lauro Jardim no O Globo, aponta que, na PF, cresceu o sentimento de vingança por uma suposta tentativa de desmoralizar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Segundo um grupo interno, o ministro estaria em uma “cruzada” contra o gestor da corporação. À coluna de Jardim, um delegado da PF teria dito que “o troco não vai tardar”.

Esses "trocos" estariam relacionados ao que uma ala da PF costuma repetir sobre uma suposta blindagem que Mendonça teria feito ao longo do último ano em investigados próximos ao bolsonarismo, como o ex-governador Cláudio Castro

Por Redação/Bahia noticias

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