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PF faz operação contra fraudes na obtenção de registros de CACs

Ação cumpriu ordens judiciais e apreendeu 44 armas de fogo, R$ 535 mil em espécie, bem como cheques que totalizam cerca de R$ 1 milhão
Feira de Santana/BA. A Polícia Federal deflagra, nesta terça-feira (29/9), a Operação Guardiões de Fogo, com o objetivo de apurar fraudes relacionadas à obtenção e à manutenção de Certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), bem como eventuais irregularidades ligadas à posse e ao controle de armas de fogo.

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana/BA, expedidos pela Justiça Federal.
As investigações apontam indícios de que os investigados teriam apresentado informações e documentos ideologicamente falsos durante o processo de obtenção de Certificado de Registro de CAC perante o Exército Brasileiro, com o objetivo de demonstrar o preenchimento de requisitos legais exigidos para a concessão da autorização.

Segundo os elementos reunidos até o momento, haveria omissão de informações relacionadas à existência de investigação criminal anterior, circunstância que poderia ter influenciado na análise da idoneidade necessária para a obtenção do registro.
Durante o cumprimento dos dois mandados de busca e apreensão, foram apreendidas 44 armas de fogo de diversos calibres e modelos, entre elas revólveres, pistolas, fuzis e espingardas. Também foram encontrados e apreendidos R$ 535 mil em espécie, além de cheques que totalizam cerca de R$ 1 milhão.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

Faltam 6 dias: saiba como é o trabalho das mesárias e dos mesários na seção eleitoral

No dia da eleição, a seção eleitoral começa a funcionar antes da chegada das primeiras eleitoras e dos primeiros eleitores. Mesárias e mesários preparam o espaço, conferem os materiais recebidos da Justiça Eleitoral e realizam os procedimentos necessários para o início da votação.

No 1º turno das Eleições 2026, que será realizado no dia 4 de outubro, as seções eleitorais estarão abertas das 8h às 17h, no horário de Brasília. Confira detalhes sobre o trabalho dessas equipes essenciais para o prosseguimento das atividades nos dias da votação.

Preparação antes do pleito

O trabalho começa antes do dia da eleição. Mesárias e mesários recebem treinamento da Justiça Eleitoral, presencial ou a distância, para aprender a preparar a seção, utilizar os equipamentos e lidar com situações que podem ocorrer durante a votação.

A pessoa pode atuar por convocação da Justiça Eleitoral ou por inscrição como voluntária. Para exercer a função, é necessário ter mais de 18 anos e estar em situação regular com a Justiça Eleitoral, respeitadas as restrições previstas em lei.

Durante a votação, mesárias e mesários orientam o eleitorado e operam a urn

A equipe da mesa receptora recebe o eleitorado, confere a identificação, registra a presença e libera a urna eletrônica para o voto. Também organiza o fluxo de pessoas na seção e orienta as eleitoras e os eleitores sempre que necessário, respeitando a preferência prevista em lei para pessoas com deficiência, idosas, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas obesas.

Antes da abertura da votação, a porta da seção deve permanecer aberta, e a urna precisa ficar ligada, mesmo que a votação ainda não tenha começado. Nesse momento, a equipe confere os materiais e realiza os procedimentos de preparação da urna. A zerésima, documento impresso antes do início da votação, comprova que não há votos registrados. Uma via é afixada em local visível na seção.

Na chegada do eleitorado, é preciso confirmar se a pessoa está na seção correta e solicitar um documento oficial com foto. Para a identificação, deve-se dar preferência ao CPF, caso o número seja conhecido. Já para justificar a ausência, deve ser informado o número do título eleitoral. O CPF não pode ser utilizado para esse procedimento.

Antes do voto, a pessoa responsável pela identificação confere o documento apresentado pela eleitora ou pelo eleitor. Após essa etapa, o terminal do mesário libera a urna para o voto. Se houver dificuldade, a equipe deve orientar o eleitor, sem interferir na escolha de quem está votando.

Celulares e outros equipamentos que possam filmar, gravar ou transmitir imagens não podem ser levados para a cabine de votação. A eleitora ou o eleitor deve deixá-los desligados, sob guarda da mesa enquanto vota. A medida protege o sigilo do voto.

Encerrada a votação, a equipe aguarda todas as pessoas que ainda estão na fila. Só depois realiza o encerramento da urna, imprime o Boletim de Urna (BU) e afixa o documento na porta do local de votação. Partidos, federações, coligações, Ministério Público e fiscais podem solicitar uma cópia, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

Na sequência, a mídia de resultado segue para a transmissão dos dados. É assim que os votos daquela seção são totalizados.

Dicas de ouro para mesárias e mesários

Entre as orientações da Justiça Eleitoral para o dia da votação, está a conferência, logo na entrada, de que a eleitora ou o eleitor está na seção correta e tem documento oficial com foto. O documento de identificação não deve ser retido enquanto a pessoa estiver votando.

Outra recomendação é ler em voz alta o número sequencial, o nome da eleitora ou do eleitor e a seção exibidos no terminal do mesário, conferindo as informações no caderno de votação. A chamada da próxima pessoa da fila pode ser feita enquanto a anterior finaliza o voto, para agilizar o atendimento. Quem votar com biometria não deve assinar o caderno de votação.

O uso da colinha para votar é permitido, mas ela não pode ser preenchida na fila ou dentro da seção eleitoral. Se houver dificuldade durante a votação, a equipe deve oferecer auxílio sem influenciar a escolha. No caso da votação para o Senado, é importante lembrar que são duas vagas e que os votos devem ser destinados a dois candidatos diferentes.

Essas e outras recomendações podem ser conferidas no suplemento "10 dicas de ouro", disponível na página Mesários, da Justiça Eleitoral.

JC/JV/DB

Nova página no Portal do TSE reúne planos de governo de presidenciáveis

Plataforma organiza propostas de todas as chapas em oito macrotemas e permite consulta direta por assunto
Já está no ar uma nova página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne e organiza programas de governo das candidatas e dos candidatos à Presidência e à Vice-Presidência da República. A plataforma facilita a consulta às propostas por meio de oito macrotemas e permite a busca direta por assuntos de interesse do eleitorado.


O lançamento da página foi anunciado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, na abertura da sessão plenária desta quinta-feira (24), em Brasília.

Desenvolvida em uma ação conjunta entre a Secretaria Judiciária (SJD), a Secretaria de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC) e a Secretaria de Comunicação Social (Secom), a ferramenta tem como objetivo aproximar o eleitorado das propostas oficiais de forma mais organizada e acessível.

Espaço individualizado

As informações disponibilizadas foram extraídas das propostas apresentadas formalmente pelas chapas, nos termos da Lei nº 9.504/1997, e têm como principal fonte o sistema DivulgaCandContas.

Na nova interface, cada chapa presidencial tem um espaço próprio. Entre os recursos da plataforma, estão os índices remissivos, que permitem a consulta direta a temas específicos de interesse do eleitorado, organizados em oito macrotemas.

Legendas

Para assegurar a precisão das informações exibidas, o TSE encaminhará o link da página aos partidos políticos, para que as legendas possam verificar eventuais inconsistências e enviar sugestões de aperfeiçoamento. As manifestações poderão ser encaminhadas para o endereço eletrônico propostas2026@tse.jus.br.

A página já está disponível e pode ser acessada pelo Portal do TSE, na aba “Eleições 2026”.

medium;">OA/JV/DB

Nexus/BTG aponta empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (28) mostra Lula (PT) com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois aparecem em empate técnico. Nesse cenário, 8% votariam branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. A informação é da CNN.

Lula também aparece numericamente à frente em outros cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 46%, ante 42% do ex-governador de Goiás. Diante de Augusto Cury (Avante), Lula registra 46%, contra 41%; contra Renan Santos (Missão), são 48% a 37%; e, em uma disputa com Romeu Zema (Novo), o petista aparece com 48%, ante 39%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e foi contratado pelo BTG Pactual. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026.

Fonte: Politica Livre

Maioria dos principais doadores da campanha de Lula tem cargo no governo

Campanha e ministérios dizem que transferências são voluntárias e que não houve instrução para doar

Dados parciais de prestação de contas mostram que a maioria das doações mais significativas feitas por pessoas físicas diretamente à campanha de reeleição do presidente Lula (PT) saiu de ocupantes de cargos no governo ou em empresas estatais.

Nas 76 pessoas que doaram ao menos R$ 2.500 diretamente —sem a intermediação de uma campanha de financiamento coletivo—, a reportagem identificou 57 que estão em cargos no governo ou em estatais. As contribuições desses doadores somam R$ 425 mil, sendo R$ 355 mil em transferências bancárias e R$ 70 mil estimados em prestação de serviços.

A quantia é pouco significativa se comparada com o total de R$ 66,9 milhões recebidos pela campanha até agora, dos quais R$ 65,2 milhões são oriundos dos fundos eleitoral e partidário e repassados pelo PT.

O valor é maior, porém, que os R$ 283 mil arrecadados por meio de financiamento coletivo. As cifras foram extraídas na quarta-feira (23) da plataforma Divulgacand, mantida pela Justiça Eleitoral. A reportagem identificou os ocupantes de cargos por meio de buscas pelo CPF no portal da Transparência e pelo nome nas páginas institucionais de empresas estatais.

Os doadores estão em diversos escalões do governo. Há ministros, secretários, diretores e assessores, além de dirigentes de empresas estatais. Desses 57, há oito que acumulam cargos em conselhos de estatais federais diversas de seus locais de trabalho de origem. Há uma remuneração extra para essa atividade, conhecida como jeton

Sob reserva, um dos integrantes do governo que doou disse ter transferido o dinheiro após saber que a campanha de Lula tinha recebido poucas doações. Também relatou que, no último dia 13 de setembro, data de mobilização dos apoiadores do petista, foi feito um esforço por integrantes da campanha para que as doações fossem intensificadas.

Além disso, semanas antes houve reuniões de mobilização e arrecadação que envolveram filiados ao PT com cargo no governo em escalões mais baixos. O relato obtido pela reportagem junto a um participante de um desses encontros é que não foi feita pressão por doações, e que as transferências realizadas nesse evento tinham valores em geral bem menores.

Petistas afirmam ter havido um aumento no engajamento com a campanha de Lula nas últimas semanas por causa do temor de derrota para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ganhou espaço nas pesquisas. Das 386 doações individuais feitas diretamente à campanha de Lula, 314 foram computadas depois de 13 de setembro.

O grupo de doadores com cargo no governo inclui cinco ministros. Miriam Belchior, da Casa Civil, doou R$ 28 mil —ela também é integrante do Conselho de Administração de Itaipu; Luiz Marinho, do Trabalho, R$ 24 mil; José Guimarães, das Relações Institucionais, R$ 13 mil; Leonardo Barchini, da Educação, R$ 10 mil; e Márcia Lopes, das Mulheres, R$ 4 mil.

Questionado se houve alguma recomendação no governo para que ministros ou outros nomeados fizessem doações, Guimarães negou. "Não, [a doação] foi iniciativa minha".

O professor da FGV Fernando Neisser, especialista em direito eleitoral, disse que essa prática é comum e que, a princípio, não há irregularidades. Ele explica que ocupantes de altos cargos comissionados no governo costumam ser próximos do projeto político do presidente e tendem a doar mais.

"O que seria proibido seria haver coação, pressão direta, comprovada, sobre essas pessoas", declarou. De acordo com ele, as simples doações por nomeados no governo não são suficientes para levantar nenhum tipo de suspeita.

A campanha do presidente negou ter feito qualquer solicitação de recursos aos membros do governo.

"Jamais houve qualquer orientação ou pedido de doações por parte de integrantes do governo", diz nota da campanha de Lula. "As contribuições ocorrem de forma voluntária e individual, como é facultado a qualquer cidadão, dentro dos parâmetros previstos pela legislação eleitoral", declarou em nota.

A reportagem do jornal Folha de São Paulo procurou por e-mail os órgãos públicos que têm integrantes mencionados neste texto.

O Ministério da Educação, órgão em que mais doadores foram identificados, declarou que "não houve qualquer orientação, incentivo ou solicitação do órgão para a realização dessas doações". De acordo com o ministério, "trata-se de uma decisão de cunho estritamente pessoal".

"Eventuais doações são decisões individuais, realizadas em caráter privado e sob responsabilidade de cada pessoa, sem relação com a atuação institucional da pasta", disse a Casa Civil por meio de nota. O ministério é o segundo órgão com mais doadores identificados pela reportagem.

"Eventuais doações realizadas por integrantes da pasta são resultantes de decisões individuais, tomadas em caráter privado. Como se sabe, a legislação eleitoral prevê a realização de doações por pessoas físicas, desde que observados os limites cabíveis e demais requisitos legais", afirmou a pasta das Relações Institucionais.

"A legislação eleitoral autoriza doações de pessoas físicas, observados os limites e requisitos legais, mas salientamos que não houve qualquer orientação, incentivo ou solicitação do órgão para a realização de doações", afirmou em nota o Ministério do Trabalho.

"Eventuais doações realizadas por agentes públicos são decisões individuais, de caráter privado, sob responsabilidade exclusiva de cada doador, sem qualquer relação com a atuação institucional desta pasta", afirmou o Ministério das Mulheres.
Por Caio Spechoto/Mariana Brasil/Folhapress

Nunes Marques suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro a rachadinha e Banco Master

Ministro diz que propaganda ultrapassa limites da crítica política ao apresentar fatos de forma descontextualizada
O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, de forma provisória, de uma propaganda de rádio da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que faz uma série de associações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e episódios envolvendo suspeitas de rachadinha, depósitos em dinheiro, compra de imóveis e irregularidades do Banco Master.

A reportagem entrou em contato com a campanha de Lula para pedir um posicionamento. O texto será atualizado caso haja manifestação.

A decisão foi tomada em 22 de setembro, em ação apresentada por Flávio Bolsonaro. O jingle, intitulado Foi o Flávio Bolsonaro, teve sete transmissões entre 28 e 31 de agosto, por quatro emissoras de rádio. Nunes Marques determinou que a propaganda deixe de ser veiculada até que o TSE analise definitivamente o caso.

A Justiça Eleitoral não proíbe candidatos de fazer críticas ou de mencionar fatos negativos relacionados a adversários. A própria decisão ressalta que, durante uma eleição, a liberdade de expressão tem papel central e que críticas políticas, inclusive “ácidas ou contundentes”, fazem parte do processo eleitoral.

Porém, na avaliação preliminar do ministro, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política permitida durante a eleição, podendo induzir o eleitor a uma interpretação equivocada sobre situações que, em alguns casos, já tiveram desdobramentos diferentes dos sugeridos pela peça.

“Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado --de fácil memorização e ampla repetição-- e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados”, disse Nunes Marques.

Um dos exemplos é a chamada “rachadinha”. A música pergunta: “Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio?” e responde: “É o Queiroz, amigo do Flávio”. Para Nunes Marques, o uso do presente — “é acusado” — passa a impressão de que existe hoje uma acusação em andamento. O ministro ressalta, porém, que a denúncia relacionada ao caso foi arquivada.

Outras quatro afirmações são apresentadas em sequência: uma suposta homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, posteriormente apontado como integrante de uma milícia; uma suposta solicitação de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para produzir um filme sobre o pai de Flávio Bolsonaro; depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates; e a compra de pelo menos 51 imóveis com pagamento em espécie. Em todos os casos, a propaganda utiliza a mesma fórmula: uma pergunta seguida da resposta “foi o Flávio Bolsonaro”.

Decisão é provisória

A suspensão determinada pelo presidente do TSE é uma decisão liminar. Isto é, uma medida tomada antes da conclusão do processo, diante da necessidade de interromper imediatamente a veiculação do conteúdo.

O ministro também considerou que havia risco de a propaganda continuar produzindo efeitos enquanto o processo não fosse julgado, já que as inserções ocorreram durante o período eleitoral e poderiam alcançar um número expressivo de eleitores.

A decisão agora será submetida ao plenário do TSE. Os integrantes da Corte ainda deverão analisar o caso de forma definitiva, após a apresentação da defesa da campanha de Lula e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.

Por Estadão

Lula tinha 14 pontos de vantagem para Bolsonaro em 2022 a 10 dias da eleição Por Tamara Nassif/Folhapress

A dez dias do primeiro turno das eleições, o presidente Lula (PT) registra quatro pontos de vantagem sobre o principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).

O dado contrasta com o levantamento realizado a dez dias do primeiro turno de 2022, quando Lula tinha uma dianteira de 14 pontos sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e marcou 47% das intenções de voto —o então presidente, 33%.

A margem de erro, nos dois levantamentos do Datafolha, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Há quatro anos, Lula vivia a expectativa de liquidar a eleição já na primeira votação. No cálculo dos votos válidos, que excluem os nulos, em branco e os eleitores indecisos, o petista tinha 50% das intenções, segundo o instituto.

Nas urnas, ele obteve 48,4% dos votos válidos, ante 43,2% de Bolsonaro, e a decisão foi para a segunda rodada. Lula acabaria eleito com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do rival, com a menor diferença proporcional desde a redemocratização.

O movimento da base de apoiadores do presidente é similar, hoje, ao visto na eleição passada: diante da possibilidade de um eventual segundo turno muito concorrido, eleitores de Lula têm intensificado o apelo pelo voto útil já no próximo dia 4 de outubro.

Nas redes sociais, o apelo é direcionado aos eleitores de Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), candidatos de esquerda.

Pesquisas de 2018

Há oito anos, quando Bolsonaro se elegeu presidente, o quadro a dez dias do primeiro turno era de vantagem e ascensão do então deputado federal do PSL.

O então candidato do PSL se recuperava de uma facada sofrida em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) e liderava o levantamento do Datafolha com 28% das intenções de votos totais, contra 22% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado.

Ciro Gomes (então no PDT) e Geraldo Alckmin (à época no PSDB) estavam tecnicamente empatados no terceiro posto, com 11% e 10%, respectivamente. A margem de erro também era de dois pontos percentuais.

Havia uma diferença importante, no entanto: as pesquisas mostravam Bolsonaro em desvantagem em simulações de segundo turno. Haddad marcava 45% ante 39% do rival —também em intenções de votos totais.

Nas urnas, o então candidato do PSL obteve 46% dos votos válidos na primeira votação, contra 29,3% do petista. Na segunda rodada, se elegeu presidente com 55,1% dos votos válidos.

Cenários

Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a chance de esta eleição presidencial terminar no primeiro turno é baixa.

"O ambiente lembra 2018, quando crises como a Lava Jato e o impeachment de Dilma abriram espaço para candidaturas disruptivas. A crise do STF [Supremo Tribunal Federal], hoje, cumpre papel parecido", diz Renato Dorgan Filho, cientista político e especialista em pesquisas qualitativas e quantitativas.

A comparação do desempenho de Lula em pesquisas eleitorais de 2022 com o de 2026 indica um enfraquecimento das principais bases eleitorais, mas não um quadro de reversão.

Embora reduzida, a força do petista segue residindo nos mais pobres. Entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos, Lula marca, hoje, 46% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. Na eleição passada, ele tinha 57%, contra 24% de Jair Bolsonaro.

Na faixa de renda de 2 a 5 mínimos, Lula se mantém aquém do principal rival: marcava 36% das intenções de voto na campanha passada ante 43% de Bolsonaro; agora, tem 33% e Flávio, 41%.

Entre mulheres, o atual presidente segue na dianteira: tinha 49% das intenções de voto, e agora tem 42%. Bolsonaro tinha 29%, e Flávio tem 33%.

Já em rejeição, a fotografia também era mais vantajosa para Lula em 2022 do que é em 2026. À época, 39% diziam não votar de jeito nenhum no petista; hoje, o patamar é de 45%, o mesmo de Flávio. Bolsonaro registrava 52% há quatro anos.

Em aprovação de governo, 40% consideram a gestão Lula 3 ruim ou péssima, ante 34% que a qualificam como ótima ou boa. Bolsonaro em 2022 registrou 44% e 32% nessas amostras, respectivamente.

A defesa do voto útil tem ocorrido também na base bolsonarista. "O eleitor tem adiantado para o primeiro turno uma escolha que normalmente só faz no segundo. Isso ocorre mais na direita, onde os candidatos menores já mostram uma pequena queda nas pesquisas, mas não o suficiente para que a eleição termine na primeira votação", diz Beto Vasques, diretor de relações institucionais do Instituto Democracia em Xeque.

Nesta rodada, o Datafolha ouviu 2.002 eleitores, na terça (22) e na quarta (23), em 125 municípios. O trabalho, encomendado pela Folha e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.

Por Tamara Nassif/Folhapress

Em Lajedão, Robinho reafirma compromisso com o município e destaca apoio da liderança Jader de Zezito

Em ritmo de campanha e fortalecendo alianças no extremo sul da Bahia, o deputado Robinho esteve cumprindo agenda política no município de Lajedão, onde destacou a importância das parcerias locais e o fortalecimento do grupo político na região.

Durante a visita, Robinho agradeceu publicamente o apoio do empenhado líder político Jader de Zezito (@jaderdezezito) e de todo o grupo de amigos e correligionários que caminham juntos no projeto rumo à Câmara Federal.

"Grande Jader de Zezito, liderança de Lajedão, muito obrigado por caminhar comigo e acreditar no nosso trabalho, juntos com os demais amigos. Essa é a família 4444! Lajedão tem representantes de verdade" — declarou o deputado.

A caminhada reforça o compromisso de Robinho em continuar levando investimentos, representatividade e trabalho prestado para o povo de Lajedão e de toda a Bahia, ao lado de ACM Neto.

Por: Radialista Zegomes-DRT-0008135BA


Flávio Bolsonaro procura União-PP, que avalia apoio no 2º turno com garantia para Alcolumbre no Senado

Ciro Nogueira-Foto: Augusto Tenório/Arquivo/Raphael Di Cunto
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) procurou nesta semana os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para pedir o apoio dos partidos em um eventual segundo turno.

Os partidos, que juntos formam uma federação, avaliam a aliança, mas querem atrelar um apoio a um espaço num eventual governo bolsonarista e à permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado.

Flávio Bolsonaro chegou perto de fechar uma aliança com o PP e União Brasil no primeiro turno, mas não conseguiu por falhas na sua articulação, pela explosão do caso "Dark Horse" e por uma pressão do governo Lula pela neutralidade das legendas. Como estão federados, os partidos funcionam como um só e precisam tomar uma decisão conjunta sobre um apoio formal.

Desta vez, ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, Ciro Nogueira está propenso a apoiar Flávio numa segunda fase da disputa. De acordo com aliados, o senador se irritou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi ao Piauí e o chamou indiretamente de "vira-lata", apoiando adversários do PP na corrida pelo Senado.

Como mostrou a Folha, Nogueira tinha uma espécie de pacto de não agressão com Lula. Mesmo aliado ao bolsonarismo, após ser ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o presidente do PP precisa angariar votos lulistas para se reeleger senador pelo Piauí, que na última eleição deu 74,25% ao petista no primeiro turno.

O pacto de não agressão previa que Lula não atacasse Ciro Nogueira diretamente e concentrasse apoio apenas em Marcelo Castro (MDB), deixando de lado Júlio César (PSD) na eleição ao Senado. O presidente do PP, então, deixaria o partido neutro na eleição presidencial.

Agora, diante da postura de Lula a favor de Júlio César e contra Ciro, o PP não teria mais compromisso com a neutralidade. Enquanto isso, segundo aliados, Flávio Bolsonaro cortejou Nogueira garantindo que não iria ao Piauí antes do primeiro turno para não expor ao eleitorado do estado, majoritariamente lulista, a relação entre os dois.

Além da sobrevivência eleitoral de Nogueira, pesa para a reaproximação a perspectiva de vitória bolsonarista em dois Poderes. Na corrida pela Presidência, lideranças do centrão voltaram a apontar favoritismo de Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula.

A ala majoritária do centrão avalia que o escândalo do Banco Master prejudica pouco Flávio Bolsonaro diante da crise envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes. A campanha bolsonarista tem colado a imagem do magistrado no presidente Lula, que passou a enfrentar dificuldades nas últimas pesquisas de intenção de voto.

A federação também é cética quanto ao impacto eleitoral do pacote de bondades preparado por Lula, por acreditar que ele foi lançado muito próximo do primeiro turno. O presidente anunciou no dia 17 de setembro um reajuste do Bolsa Família, e antes assinou medidas para conter o preço dos combustíveis.

Apesar do interesse inicial da federação União Progressista em apoiar Flávio, dirigentes do grupo pregam cautela. Primeiro, querem ter em mãos o resultado do primeiro turno para comprovar ou não o favoritismo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo, União e PP também querem ter em mãos o número da bancada eleita no Congresso. O principal interesse do União Brasil é preservar Davi Alcolumbre no comando do Senado, a despeito do plano bolsonarista de assumir o controle da Casa.

O PL acredita que conseguirá uma maioria capaz de eleger um presidente do Senado alinhado à pauta do impeachment de ministros do STF. Já Alcolumbre deve contar com o apoio do governo Lula (PT) e do centrão para continuar no cargo a partir do ano que vem. Ele é contra dar sequência ao afastamento dos magistrados.

Dessa forma, a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, pode ser um dos entraves para um apoio a Flávio Bolsonaro. Uma reunião entre os presidentes da federação União-PP está marcada para o dia 6 de outubro, em Brasília, com a bancada eleita pela federação. Uma decisão sobre o posicionamento nacional da legenda deve sair desse encontro.

Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio Bolsonaro, os demais partidos do centrão jogam parados. No Republicanos, lideranças avaliam a eleição como aberta e trabalham para manter sua distância da disputa presidencial.

Já no PSD a situação é imprevisível. Como mostrou a Folha, aliados do presidente Lula querem garantir a neutralidade do partido. Mas a tendência do candidato da legenda à Presidência, Ronaldo Caiado, é apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Já o presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa presidencial, Gilberto Kassab, tende à neutralidade e deve, no mínimo, encarecer qualquer apoio. Lideranças do Nordeste, com tendência lulista, comandam uma ala importante do PSD.

Por Augusto Tenório e Raphael Di Cunto/Folhapress

Avanço de Flávio Bolsonaro faz Lula reavaliar estratégia, e presidente deve ir a debate da Globo

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/PR
Antes propenso a participar apenas no segundo turno das eleições, o presidente Lula (PT) avalia ir ao debate da Globo na quinta-feira (1º), diante do avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de opinião.

O presidente ainda não tomou essa decisão, mas aliados insistem na participação do petista como forma de antecipar o embate que se dará em eventual segundo turno, apesar da avaliação de que ele será alvo dos demais participantes.

Como argumento a favor da presença dele está a necessidade de defesa do governo que estará sob ataque diante de uma audiência que atingiu 26 pontos no primeiro turno de 2022, além de proporcionar cortes de cenas para exibição nas redes sociais.

O ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva, estão entre os defensores da participação de Lula.

O comando da campanha foi avisado que o púlpito reservado ao presidente ficará vazio caso ele falte ao debate. Outro argumento a favor é que ocorrerá no horário de pico de audiência, logo após o Jornal Nacional.

Se Lula não comparecer, há uma avaliação de que Flávio Bolsonaro também deve faltar para não responder sobre sua relação com o escândalo do Banco Master.

Em maio, foi divulgado um áudio em que o senador pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para concluir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Contra a presença do presidente no debate, petistas dizem que ele poderá virar alvo dos adversários, alinhados politicamente à direita, permitindo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro faça dobradinha com os demais candidatos.

Além disso, não haveria garantias da presença de Flávio mesmo com eventual confirmação de Lula. Embora ele condicione sua participação à do presidente, o senador do PL poderá desistir em cima da hora.

Os esforços do presidente para driblar a rouquidão também têm preocupado os assessores, por imprimirem um tom raivoso à fala de Lula.

A ausência de presidentes em debates durante campanhas à reeleição é uma estratégia conhecida. Em 2006, quando concluía seu primeiro mandato, Lula decidiu não comparecer aos encontros do primeiro turno, confiando na ampla vantagem que tinha sobre o segundo colocado –o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB, à época no PSDB).

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também não compareceu a debates. Ele venceu a eleição já no primeiro turno.

Neste ano, porém, as pesquisas apontam para um empate entre os líderes. A última pesquisa Datafolha mostrou que Lula tinha 39% e estava tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro, com 36%.

A distância atual entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno é a mais curta desde a primeira quinzena de maio, quando o petista marcava 38%, ante 35% do adversário.

O primeiro debate presidencial da eleição de 2026, em 23 de agosto, teve três participantes: Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. O número de presentes foi o menor num debate inaugural desde 1989, quando as emissoras passaram a promover eventos do tipo.

Lula e Flávio Bolsonaro decidiram não comparecer, e Romeu Zema também anunciou desistência, atribuindo a decisão à ausência dos dois favoritos.

Por Catia Seabra/Folhapress

Faltam 11 dias: biometria é obrigatória para votar?

Com leitores biométricos em todas as seções eleitorais do país, urnas contam com procedimentos alternativos de identificação para garantir o exercício do voto por eleitoras e eleitores regulares

Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação, mas a ausência desse dado no cadastro eleitoral não impede, por si só, o exercício do voto. Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada por diferentes razões. Em todos os casos, o mais importante é estar com a situação eleitoral regular para poder votar no 1º e 2º turno das Eleições 2026, que ocorrem dias 4 e 25 de outubro.

A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das eleitoras e dos eleitores que se cadastram no exterior. No entanto, essa exigência se aplica à etapa de inscrição eleitoral. Para votar, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.

Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandra Damiani, a regularidade da inscrição é o que garante o direito ao voto.

“Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”, explica.

Como funciona a identificação na urna?

Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para os eleitores que possuem biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto por meio da conferência da impressão digital.

A utilização da biometria adiciona uma camada extra de segurança ao processo eleitoral, reduzindo riscos de fraudes e fortalecendo a identificação da pessoa habilitada a votar.

Mas o que acontece se a digital não for reconhecida?

Nesse caso, a urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada, o sistema adota outro procedimento para garantir o exercício do voto.

“Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Sandra Damiani.

Já para os eleitores que não possuem biometria cadastrada, a urna também utiliza uma forma alternativa de identificação.

“Se a pessoa não tiver digital cadastrada, mas estiver regular na urna, a urna vai pedir que o eleitor informe o ano de nascimento”, acrescenta a assessora.

E no exterior?

Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação.

De acordo com a AGEL, a urna utilizada no exterior não solicita a impressão digital do eleitor. Ainda assim, para votar, a pessoa deve estar regularmente inscrita e apta no Cadastro Eleitoral.

O que é a biometria eleitoral?

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitora e eleitor de forma única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta das impressões digitais, da fotografia e da assinatura.

Essas informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas para a identificação da pessoa tanto no atendimento eleitoral quanto no momento da votação.

Além de conferir mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes.

Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado.
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AN/GO/MM

Apoio popular marca grande evento da campanha de Robinho e ACM Neto em Teixeira de Freitas

A mobilização política na Bahia ganhou forte impulso nesta quarta-feira (23) com a realização de um grande ato em Teixeira de Freitas. O evento reuniu uma expressiva multidão de apoiadores, consolidando o empenho local em torno da candidatura do deputado federal Robinho (4444) e da caminhada do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (44) ao Governo do Estado.
O encontro demonstrou expressivo engajamento da população do Extremo Sul baiano, reunindo lideranças regionais, militantes e moradores que saíram às ruas para manifestar apoio ao grupo político.
Segundo os organizadores da campanha, a grande presença de público reforça o alinhamento da região com a candidatura de Robinho à reeleição na Câmara dos Deputados e com o projeto governamental liderado por ACM Neto para a Bahia.
Radialista Zegomes/RPBA-0008135

Jutahy Magalhães projeta vitória de ACM Neto e vantagem superior a 500 mil votos em Salvador

Foto: Divulgação
O ex-deputado federal Jutahy Magalhães Júnior demonstrou confiança na vitória de ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia. O ex-parlamentar afirmou que os sinais do cenário eleitoral apontam para um resultado favorável ao candidato da oposição.

Na avaliação de Jutahy, Salvador deverá novamente desempenhar papel decisivo na votação de ACM Neto. Ele projeta que o candidato poderá ampliar a vantagem registrada na capital baiana durante o segundo turno das eleições de 2022.

“Em Salvador, acredito que Neto terá uma vantagem ainda maior do que em 2022, quando já obteve uma consagração, com 455.676 votos de frente no segundo turno. Nesta eleição, essa diferença ultrapassará os 500 mil votos”, declarou.

O ex-deputado também destacou uma perspectiva favorável nas dez maiores cidades do interior. Entre os municípios mencionados está Jequié, onde ACM Neto foi derrotado em 2022, mas agora conta com o apoio do ex-prefeito Zé Cocá, candidato a vice-governador na chapa oposicionista.

Segundo Jutahy, a presença de Zé Cocá poderá modificar a correlação de forças no município e fortalecer a candidatura de Neto em toda a região.

Para o ex-parlamentar, entretanto, a principal mudança em relação à eleição anterior está no desempenho esperado nas cidades pequenas e médias. Em 2022, ACM Neto acumulou derrotas expressivas em diversos municípios do interior, cenário que Jutahy acredita que não deverá se repetir.

Ele citou como exemplo Casa Nova, onde Neto terminou a disputa passada com uma desvantagem de 18.536 votos. Na avaliação de Jutahy, a diferença deverá ser eliminada ou significativamente reduzida neste ano.

“Agora, o cenário é diferente, e essa diferença vai desaparecer”, projetou.

Jutahy atribuiu a expectativa de crescimento à expansão da articulação política de ACM Neto pelo estado. Segundo ele, o candidato possui atualmente presença política nos 417 municípios baianos, condição que poderá diminuir as desvantagens até mesmo nas cidades onde a oposição não conseguir alcançar a maioria dos votos.

“Mesmo nas cidades em que não vencer, a expectativa é de que as diferenças sejam muito menores do que na eleição passada”, afirmou.

O ex-deputado também avaliou que a campanha tem conseguido levar suas propostas a diferentes regiões da Bahia e ampliar o diálogo com o eleitorado do interior.

“Esse avanço é resultado de uma campanha que tem conseguido levar sua mensagem qualificada a todas as regiões do estado e apresentar suas propostas para a Bahia”, disse.

Ao concluir a declaração, Jutahy afirmou perceber um sentimento de mudança entre os baianos e reforçou sua confiança no candidato da oposição.

“O que nos une é a certeza de que ACM Neto fará um governo muito melhor do que o que temos com Jerônimo Rodrigues. A Bahia precisa avançar e merece um futuro melhor”, declarou.

Por Política Livre

Vota BN: ACM Neto promete reduzir máquina do Estado e cargos de confiança em sabatina segunda-feira, - Por Paulo Dourado

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O pré-candidato e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), declarou, em sabatina feita no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, que vai diminuir o tamanho da máquina do Estado e a quantidade de cargos de confiança.

"Vamos redesenhar o governo. Vamos diminuir a máquina do Estado. Vamos diminuir a quantidade de cargos e secretarias de confiança", afirmou ele ao BN.

Durante a sabatina, ele também fez críticas às escolhas para as pastas do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmando que os baianos não conhecem quem são os escolhidos.

"Eu quero montar um time para que os baianos voltem a saber os nomes dos secretários. Houve, infelizmente, principalmente no governo de Jerônimo, uma queda enorme de qualidade", disse.

O candidato também prometeu que, mesmo criando 2 novas secretarias, vai enxugar a quantidade de secretarias do governo da Bahia.